Hepatites virais: saiba como se proteger

Hepatites virais

Você sabe o que é hepatite viral e como se proteger? Para aumentar o conhecimento sobre o tema, além de estimular o fortalecimento das medidas preventivas e de controle, a Organização Mundial da Saúde criou o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, comemorado em 28 de julho. Entenda o que é a doença e que cuidados você deve tomar.

Sintomas de hepatite viral

As hepatites virais são doenças infecciosas que atingem o fígado, cujos sintomas se apresentam na forma de:

  • Cansaço.
  • Febre.
  • Mal-estar.
  • Tontura.
  • Enjoo.
  • Vômitos.
  • Dor abdominal.
  • Pele e olhos amarelados.
  • Urina escura.
  • Fezes claras.

O caráter silencioso da doença (quando não há manifestação dos sintomas) pode fazer com que ela seja descoberta apenas em estágio crônico e avançado, na forma de cirrose e câncer. Portanto, as visitas regulares ao médico são importantes para que os exames de rotina ajudem a detectá-la.

Tipos de hepatite

 No Brasil, os tipos mais comuns de hepatites virais são os causados pelos vírus A, B e C. Na África e na Ásia, os tipos D e E são os mais frequentes. De acordo como livro Clinical Virology (Richman, Whitley e Hayden), as hepatites virais são definidas como:

Hepatite A – Transmissão oro-fecal, por água e alimentos contaminados ou contato pessoal com pessoas infectadas. O vírus da hepatite A tem distribuição mundial e apresenta maior disseminação em áreas onde são precárias as condições sanitárias e de higiene da população. Nessas áreas, a hepatite A se apresenta como uma doença típica da infância. Com a melhoria das condições socioeconômicas, os adultos jovens constituem o grupo mais suscetível à infecção.

Hepatite B – A via primária de transmissão é a parenteral, por contato com sangue e hemoderivados. É também transmitida por contato sexual e de mãe infectada para o recém-nascido (durante o parto ou no período perinatal). Grupos de alto risco incluem os usuários de drogas injetáveis, homossexuais/heterossexuais com múltiplos parceiros.

Hepatite C – A forma mais comum de transmissão é a parenteral, por exposição percutânea direta ao sangue, hemoderivados ou instrumental cirúrgico contaminado. Receptores de sangue e derivados, usuários de drogas injetáveis, pacientes de hemodiálise e profissionais de saúde (vítimas de acidentes perfurocortantes) apresentam alto risco de infecção.

Hepatite D – O agente Delta é um vírus defectivo que precisa, para sua replicação e expressão, da função auxiliar do vírus da hepatite B. A forma de transmissão é similar à da hepatite B. A hepatite D apresenta caráter endêmico nas regiões de grande presença da hepatite B, onde a transmissão se dá principalmente por vias não-parenterais (vertical ou por contato pessoal). Nos países com baixa prevalência para a hepatite B, a infecção pelo vírus Delta ocorre principalmente entre os usuários de drogas injetáveis e os hemofílicos.

Hepatite E – A forma mais frequente de transmissão é por ingestão de água contaminada, com menor probabilidade de transmissão por contato pessoal. O vírus da hepatite E, assim como o da hepatite A, causa uma infecção benigna que não evolui para a forma crônica. Os casos mais graves são observados entre as gestantes.

Prevenção da hepatite

De acordo com o Ministério da Saúde, a falta de saneamento básico, a falta de higiene e sexo sem proteção aumentam os riscos de transmissão das hepatites. Para evitar o contágio, é preciso:

  • Exigir sempre o uso de seringas e agulhas descartáveis.
  • Exigir materiais esterilizados ou descartáveis em estúdios de tatuagem e de piercings.
  • Não usar lâminas de barbear ou de depilar de outras pessoas.
  • Não compartilhar instrumentos de manicure e pedicure.
  • Usar preservativo (camisinha) nas relações sexuais (a pessoa com quem se está tendo relação sexual pode ser portadora do vírus).
  • Não entrar em contato direto com sangue, fezes e vômitos de doentes. Se precisar lidar com tal situação, usar luvas.
  • Lavar bem os recipientes com resíduos.
  • Beber somente água tratada ou fervida.
  • Lavar as frutas e verduras em água corrente e tratada.
  • Lavar sempre as mãos com água e sabão antes das refeições e depois de ir ao banheiro.
  • Cobrir os alimentos protegendo-os contra insetos.
  • Vacinar-se contra hepatite quando for preciso.

 Vacinação contra hepatite

Dos tipos de hepatites virais descritos acima, existem vacinas apenas para os tipos A e B. As vacinas contra a hepatite B são oferecidas pelo Ministério da Saúde em postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS). Para o tipo A, as vacinas são encontradas nos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).

Não existe vacina contra a hepatite C. Por isso, a transmissão do vírus deve ser controlada por meio de ações em casa e na comunidade, assim como entre os grupos vulneráveis.

 

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