Ginecologia: medicina para todas as fases da vida da mulher

Após a primeira menstruação, que pode variar entre os 9 os 15 anos idade, é comum as meninas serem levadas aos cuidados do médico ginecologista. É este especialista que vai acompanhar o desenvolvimento da sua saúde sexual edo aparelho reprodutor feminino formado por vulva, vagina, colo de útero, útero, ovários, trompas e mamas, tornando-se, muitas vezes, o médico de confiança, que vai acompanhar a saúde da mulher, ano após ano.

Algumas doenças do aparelho reprodutor feminino são mais frequentes e podem ameaçar a boa saúde das mulheres. Conheça as mais comuns:

Doença Inflamatória Pélvica – atinge principalmente mulheres jovens e sexualmente ativas e é causada por bactérias, provocando dor no baixo ventre, febre e corrimento com odor fétido. O tratamento inclui uso de antibióticos, e em alguns casos exige internação.

Endometriose – bastante associada à infertilidade, a endometriose está presente entre 30% a 60% das mulheres com dificuldades para engravidar, segundo o Ministério da Saúde. É decorrente do aumento do tecido endometrial no útero causando dor, sangramento ou dor ao urinar, cólica e constipação intestinal. O tratamento é feito com anticoncepcionais e cirurgia para a remoção das lesões.

Mioma Uterino –  mais comum entre mulheres de 30 a 50 anos,  é um tumor benigno do útero que, em 75% dos casos, não apresenta sintomas. Quando os sintomas aparecem, podem incluir sangramento intenso durante a menstruação, cólica, dor ou urgência para urinar, dor abaixo do umbigo ou pressão na região do baixo ventre, além de dor durante as relações sexuais. Esses sintomas são mais frequentes em miomas maiores, acima de 6 cm, casos em que o ginecologista pode decidir por remover cirurgicamente.

Síndrome do Ovário Policístico (SOP) – distúrbio hormonal que pode atingir até 10% das mulheres em idade reprodutiva (entre a menarca, ou primeira menstruação, e a menopausa), provoca irregularidade na menstruação, alterações na pele e pode levar à formação de microcistos nos ovários. Em geral, essa alteração hormonal começa na adolescência e, além da ausência de ovulação, pode causar o aumento de hormônios masculinos, que resultam em acne, aumento de pelos e oleosidade da pele e cabelos e até ganho de peso.  A SOP também está relacionada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares, resistência à insulina e obesidade. O tratamento, normalmente, exige acompanhamento e uso de anticoncepcionais.

Câncer de Mama: O Mais Comum Entre As Mulheres

O Ministério da Saúde registra o câncer de mama como a segunda maior causa de morte entre as mulheres, atrás apenas das doenças cardíacas. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura e, por isso, é tão importante o autoexame mensal nas mamas, além da mamografia anual a partir dos 35 anos. Embora ainda não se conheça as causas do câncer de mama, é importante que as mulheres com histórico familiar ou que tiveram menstruação precoce estejam particularmente atentas a esse acompanhamento.

A Importância da Imunização

A Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASCO) alerta que as mulheres, especialmente as que desejam engravidar, não deixem de se imunizar com as vacinas

tríplice bacteriana (dTpa) contra difteria, tétano e coqueluche; tríplice viral, contra sarampo, rubéola e caxumba, pneumocócica; meningocócica C conjugada; hepatite A e B; gripe; varicela e HPV.

Ao tomar as vacinas na adolescência ou início da vida adulta, as mulheres se protegem de doenças com as hepatites virais, infecção de transmissão sexual como verrugas genitais ou o câncer do colo de útero.

HPV x Câncer do Colo de Útero

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta que o vírus HPV (papilomavírus humano) está presente em cerca de 70% dos casos de câncer do colo de útero, também chamado de câncer cervical. Trata-se de um tumor provocado por alterações no colo do útero, chamadas de lesões precursoras. Essas lesões são totalmente curáveis, mas se não tratadas, podem evoluir para o câncer do colo de útero.

É importante lembrar que tanto as lesões precursoras como o câncer do colo de útero em sua fase inicial não apresentam qualquer sintoma, ou seja, a doença avança silenciosamente e só pode ser identificada com o check-up regular, antes que alcance os estágios mais avançados, com chances de cura reduzidas.

Check-up Ginecológico

O Ministério da Saúde recomenda que, para diagnosticar doenças específicas do aparelho reprodutor feminino, como o câncer de mama ou câncer do colo de útero, as mulheres façam um check-up ginecológico anual. Em condições normais de saúde, esse check-up inclui os seguintes exames:

Papanicolau – para detecção de câncer do colo de útero

Mamografia – para investigar a possibilidade de câncer de mama

Ultrassom de mama – para detectar lesões, cistos, nódulos e tumores, como exame complementar da mamografia  

Colposcopia – investiga a presença de lesões na vagina ou colo do útero e, quando necessário,  realiza uma biópsia dos tecidos afetados

Ultrassom Pélvico – detectaanormalidades no útero e ovários, como cistos.

Pesquisa de Sangue oculto nas fezes – para investigar possível câncer de colo retal em pacientes que já estão na menopausa e acima dos 60 anos

Hemograma – para avaliação de anemia, colesterol e triglicerídeos, entre outros indicadores, e avaliação hormonal, se necessária. 

Ao perceber qualquer sangramento vaginal, corrimento ou dor a mulher deve procurar imediatamente o médico ginecologista. Agende sua consulta pelo e-mail: [email protected] ou telefone para 2261-6611 – Ramal 1085, com Camila.

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