Dezembro vermelho: é hora de se informar sobre a AIDS

O dia 1º de dezembro marca o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. A data é um bom motivo para buscar informação e, ao menor sinal de dúvida, procurar ajuda médica para proteger a saúde.  

Você sabia que o Brasil possui um Programa de Combate a AIDS gratuito e que a nova campanha do Ministério da Saúde quer atingir principalmente os jovens?

 Isso porque, embora venha caindo o número de mortes pela doença nos últimos cinco anos (22,8%, segundo dados oficiais) a maioria dos casos no país é registrada na faixa etária de 20 a 34 anos, com 18,2 mil notificações (57,5%), de acordo com o Ministério da Saúde.

A AIDS é uma doença infecciosa e sexualmente transmissível, provocada pelo retrovírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Retrovírus são vírus que possuem RNA, enquanto os possuem DNA são chamados de adenovírus. O vírus HIV ataca o sistema imunológico, que é a principal defesa do organismo contra as doenças. Depois de destruir os linfócitos T, o vírus HIV expõe as pessoas a doenças oportunistas, como a pneumonia, que podem causar a morte.

Em 1988, a Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) instituíram o dia 1º de dezembro como o Dia Mundial da Luta contra a AIDS.

Hoje, 31 anos depois de um esforço mundial de luta contra a AIDS, já é possível viver com o HIV sem apresentar sintomas e sem transmitir o vírus nas relações sexuais. Para isso, basta buscar o diagnóstico e usar os medicamentos, totalmente gratuitos e disponíveis pelo Programa de Combate a AIDS do Sistema Único de Saúde – SUS. 

Muitas Conquistas Para Comemorar

Os últimos números comparativos do Ministério da Saúde revelam que houve uma queda de 13,6% no número de novos pacientes de 2014 a 2018. Além disso, com o acesso ao tratamento e aos medicamentos, estima-se que mais de 12 mil casos da doença foram evitados nos últimos cinco anos, com os programas de prevenção do Ministério da Saúde. Esse número leva em conta as pessoas que contraíram o vírus, porém não desenvolveram os sintomas, graças ao uso dos medicamentos. 

Quanto mais rápido se detecta o HIV, maior a expectativa e a qualidade de vida do paciente soropositivo. Atualmente, o diagnóstico é feito por coleta de sangue ou fluido oral, tanto em exames laboratoriais, como em testes rápidos, que detectam os anticorpos contra o HIV em 30 minutos, disponíveis nos Centros de Testagem e Aconselhamento existentes em todo o país.

O Ministério da Saúde estima que mais de 135 mil brasileiros têm o HIV e ainda não sabem. Por isso, uma nova Campanha Fique Sabendo quer mobilizar os jovens e demais grupos de risco a fazerem o teste de HIV.  A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo considera grupos de risco aqueles que apresentam uma prevalência da doença superior à média nacional, entre eles homens que fazem sexo com outros homens, pessoas trans; pessoas que usam álcool e outras drogas injetáveis; pessoas privadas de liberdade e trabalhadoras(es) sexuais. No entanto, casais estáveis e heterossexuais, incluindo idosos, devem fazer o teste preventivo, uma vez que tem aumentado a incidência de casos da doença também nesses grupos.

Relembrando As Formas de Contaminação

O uso da camisinha em todas as relações sexuais é a principal forma de evitar a contaminação. O Governo vem investindo na distribuição gratuita de preservativos masculinos tanto nos Postos de Saúde de todo o país, como nas estações de metrô em São Paulo, como na estação Tucuruvi.

Além do sexo (vaginal, anal ou oral), o uso de seringas compartilhadas, a transfusão de sangue contaminado e instrumentos cortantes ou perfurantes não esterilizados podem transmitir o vírus HIV.

As gestantes soropositivas devem fazer o acompanhamento médico para não transmitir o vírus a seus bebês, tanto durante a gravidez, como no parto e período de amamentação.

Preconceito Não!

Quando recebem o tratamento adequado, os pacientes soropositivos podem viver normalmente e em muitos casos tornar o vírus indetectável no organismo, o que significa não apenas a ausência de sintomas e desenvolvimento da doença, como a não transmissão do vírus para outras pessoas, mesmo em relações sexuais. É importante também lembrar que algumas atitudes não transmitem o vírus:

  • Sexo seguro (com uso correto do preservativo)
  • Masturbação a dois
  • Beijo no rosto ou na boca
  • Suor e lágrima
  • Picada de inseto
  • Aperto de mão ou abraço
  • Uso compartilhado de sabonete, toalha, lençóis, talheres, pratos e copos
  • Assento de ônibus, piscina, banheiro
  • Doação de sangue
  • Pelo ar

O Hospital Presidente tem a melhor equipe de Infectologia da região. Em caso de dúvida, entre em contato com a Central de Agendamento de Consultas e Exames, pessoalmente ou pelo telefone (11) 2261-6611, ramal 1085. O agendamento também pode ser feito pelo e-mail: [email protected]

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