Endoscopia digestiva: a chave para descobrir a causa da queimação, refluxo e outras doenças

Fundamental para o diagnóstico de doenças do aparelho digestivo, a endoscopia também pode atuar como tratamento na remoção de pólipos e lesões iniciais de câncer

A endoscopia é um exame de imagem realizado com o auxílio de um tubo sensível, (chamado endoscópio), dotado de uma microcâmara na ponta. Esse aparelho permite visualizar e transmite imagens da mucosa de órgãos do aparelho digestivo, como esôfago, estômago e duodeno (início do intestino delgado), para identificar a causa de sintomas como azia, queimação e refluxo, entre outras doenças.  

O exame é realizado em ambiente ambulatorial, sem a necessidade de internação,pelo médico gastroenterologista ou médico endoscopista. O paciente recebe sedação intravenosa pontual (de curta duração).  É possível fazer o exameapenas com anestesia local, utilizando um spray anestésico na garganta, mas esta técnica aumenta a chance de sentir dor e desconforto durante sua realização.

Em geral simples e bem tolerado, o procedimento dura de 10 a 30 minutos. Além de confirmar suspeitas de gastrite, refluxo gastroesofágico e esofagites entre outras doenças do trato digestivo,a endoscopia é utilizada também como tratamento, pois permite colher amostras para biópsia de lesões suspeitas, confirmar a presença da bactéria H Pylori e ainda remover pólipos e lesões iniciais de câncer digestivo, evitando cirurgias posteriores.

Neste artigo você vai conhecer as principais indicações e como deve ser o preparo para a endoscopia digestiva.  

Quando fazer a endoscopia

As queixas mais frequentes entre os pacientes submetidos à endoscopia digestiva alta, assim chamada porque o exame é realizado pela boca, estão relacionadas a problemas do trato digestivo, popularmente chamados de problemas estomacais, mesmo quando envolvem outros órgãos, como esôfago e duodeno.

Azia e queimação, náusea e vômito, refluxo, dor abdominal, dificuldade para engolir, digestão difícil e até perda acentuada de peso, sem explicação aparente, devem ser investigados pelo médico gastroenterologista, que irá solicitar o exame.

Na ausência de sintomas, a Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva recomenda a realização preventiva do exame a partir dos 50 anos (e repetida após 5 anos)  para auxiliar na investigação e diagnóstico precoce de uma série de patologias. Pessoas com histórico familiar de câncer do aparelho digestivo, porém sem sintomas de doenças, devem se submeter ao exame inicialmente aos 40 anos de idade e repetir conforme orientação do médico.

Entre as patologias detectadas pela endoscopia digestiva alta estão:  

  • doença celíaca – intolerância ao glúten 
  • esofagite – inflamação do esôfago, tubo que liga a parte posterior da boca ao estômago
  • refluxo gastroesofágico –  retorno repetitivo e involuntário do conteúdo do estômago para o esôfago
  • >estreitamento do esôfago –anomalia que impede a progressão normal de saliva e/ou alimentos
  • pólipos – crescimento anormal do tecido da mucosa do estômago devido a gastrite ou uso frequente de medicamentos antiácidos
  • tumores e câncer no esôfago, estômago ou duodeno,
  • úlceras (gástrica e duodenal) – ferida que se forma no tecido que reveste o estômago ou o duedono.

A endoscopia digestiva também é indicada para a pesquisa do Helicobacter pylori (H-pylori), bactéria responsável pela maioria das úlceras e muitos casos de inflamação do estômago, causadoras, entre outras doenças, da gastrite crônica.

Preparação e Cuidados Após o Exame

Na véspera da endoscopia, o paciente deve fazer uma dieta leve, preferencialmente com caldos, sopas e sucos, facilitando a digestão. O médico pode solicitar jejum de 8 a 12 horas antes do exame. Nas 4 horas que antecedem o procedimento, não é permitido tomar nem mesmo água. Se for necessário ingerir algum medicamento neste intervalo, deve-se fazê-lo com a menor quantidade de água possível e somente com orientação médica.

Minutos antes do procedimento, o paciente recebe uma solução com medicamento para eliminar bolhas e gases. Na maca, é colocada uma espécie de máscara que mantém a boca aberta, para a introdução do endoscópio. O paciente tem a função cardíaca monitorada e recebe oxigênio durante todo o tempo do exame.

O sedativo perde o efeito, em geral, de 30 a 60 minutos após a sua administração, mas muitas pessoas sentem-se sonolentas até 12 horas depois. Por isso é recomendado que a pessoa não trabalhe ou dirija veículos neste intervalo.  É indispensável estar com acompanhante maior de 18 anos.  Ficou com dúvida sobre o exame de endoscopia digestiva? Agente uma consulta com os especialistas em Gastroenterologia do Hospital Presidente e fale a respeito. Entre em contato pela Central de Agendamento de Consultas e Exames pessoalmente ou pelo telefone: (11) 2261-6611 – ramal 1085, com Camila.

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