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Fevereiro Roxo: um mês para pensar em alzheimer, lúpus e fibromialgia

Uberlândia, em 2014, foi o berço de uma iniciativa ousada: a luta pela conscientização da importância do diagnóstico precoce  de três doenças para as quais a medicina ainda não encontrou a cura: Alzheimer, Lúpus e Fibromialgia. Com o objetivo de levar a mensagem “Se não há cura, que pelo menos haja conforto”, a ideia do Fevereiro Roxo vem ganhando espaço e apoiadores por todo o Brasil.

Alzheimer: Inimigo do Cérebro

O aumento da expectativa de vida nas últimas décadas é motivo de comemoração. As pessoas vivem mais e com mais qualidade de vida e conforto, graças ao desenvolvimento de novas tecnologias e medicamentos. Mas, por outro lado, essa longevidade parece evidenciar o Alzheimer, porque a doença costuma se manifestar a partir dos 60 anos e provoca a perda da capacidade cognitiva e da memória.

Os primeiros sintomas surgem com esquecimentos e podem evoluir para a demência, impedindo a pessoa de realizar funções básicas, como se vestir ou se alimentar sozinha. O Ministério da Saúde indica estudos de que entre a fase inicial, leve e a mais graves decorrem cerca de 8 a 10 anos, período em que as proteínas beta-amiloide e tau começam a se alojar no cérebro, levando à neurodegeneração.

As causas da doença ainda não estão claras. Acredita-se que cerca de 10% dos casos sejam hereditários. Mas já se sabe que uma vida saudável, com alimentação equilibrada e atividade física regular, é determinante para retardar os efeitos da doença. A leitura e o aprendizado de coisas novas, como idiomas ou artesanato, também colaboram para maior qualidade de vida de quem tem a doença.   

Lúpus: Inimigo do Sistema Imunológico

O Lúpus é uma doença inflamatória autoimune, isto é, causada pelo próprio sistema imunológico, que ataca células saudáveis. Também conhecida pelo seu nome completo é lúpus eritomatoso sistêmico (LES), a doença afetar múltiplos órgãos e tecidos, tais como pele, articulações, rins, cérebro e outros órgãos, causando sintomas como fadiga, febre e dor nas articulações.

O Ministério da Saúde estima que pelo menos 65 mil brasileiros enfrentam a doença, que atinge mais as mulheres jovens, entre 25 e 45 anos, principalmente afro-americanas, hispânicas e asiáticas. 

Há pelo menos quatro tipos de lúpus conhecidos:

  • Discoide: restrito a pele, com lesões avermelhadas principalmente no rosto, nuca e couro cabeludo.
  • Sistêmico: a forma mais comum, que pode comprometer vários órgãos e sistemas;
  • Induzido por drogas: com efeitos temporários durante o uso do medicamento
  • Neonatal: mais raro, atinge apenas os filhos de mulheres com Lúpus

Os sintomas costumam se confundir com outras doenças e dependem de qual órgão é atacado, mas em geral o lúpus causa febre e dor, além de fadiga, dores nas articulações e manchas na pele.

O médico que cuida do lúpus é o reumatologista, mas também pode ser o clínico geral. Para o diagnóstico, são feitos exame físico, de anticorpos, sangue, urina, radiografia do tórax e biópsia renal, quando necessário.

Ainda sem cura, o tratamento é feito com medicamentos que procuram melhorar a qualidade de vida pelo controle dos sintomas e pela diminuição das crises. Isso começa com modificações no estilo de vida, incluindo dieta e proteção contra o sol. Os médicos recomendam ainda medicamentos, como anti-inflamatórios e esteroides.

Fibromialgia: quando tudo é dor

A fibromialgia é uma doença reumatológica, que já atinge 3% dos brasileiros, especialmente mulheres adultas, de acordo com o Ministério da Saúde.

A doença se caracteriza pelo aumento da sensibilidade da dor, que pode ser muscular, crônica e generalizada, por vezes acompanhada de fadiga, alterações do sono, memória e humor. As causas da fibromialgia ainda não estão claras. Sabe-se, porém, que distúrbio do sono, sedentarismo, ansiedade e depressão podem estar ligados de alguma forma à síndrome. Algumas vezes, a doença é desencadeada por trauma físico ou emocional, geradores de forte estresse psicológico.

Por provocar muita dor, a fibromialgia pode incapacitar física e funcionalmente. O tratamento é feito pelo reumatologista, com o uso de medicamentos, fisioterapia e acupuntura para controlar os sintomas e devolver a qualidade de vida. O papel da atividade física para melhorar o condicionamento cardiovascular, dormir bem e diminuir o estresse também contribui para o tratamento.  O Hospital Presidente possui a melhor equipe médica da região. Para agendar uma consulta, basta mandar um e-mail para [email protected] ou telefone para 2261-6611- Ramal 1085, com Camila.

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