fbpx

Oncologia: um especialista contra mais de 100 doenças

Oncologia é a especialidade médica que diagnostica e trata o câncer, um conjunto de mais de 100 doenças com uma origem em comum: o crescimento descontrolado de células. Esse aumento desordenado forma tumores, que invadem tecidos e órgãos, impedindo o seu funcionamento correto. Na sua forma mais agressiva, o tumor pode se espalhar por outras partes do organismo, num processo conhecido como metástase.

Câncer também é chamado de neoplasia. No Brasil, as manifestações mais comuns da doença são na pele, mama, próstata, pulmão, intestino e nas chamadas partes moles do corpo, onde causam cânceres conhecidos por linfoma (nome de um conjunto de tumores malignos que atacam o sistema responsável por ajudar a combater infecções), leucemia (ataca as células da medula óssea)e mieloma (o tumor se desenvolve na célula plasmática).

Você sabia?

As causas do câncer ainda não estão totalmente estabelecidas, mas o Instituto Nacional de Câncer (INCA), órgão ligado ao Ministério da Saúde, afirma que 80% a 90% dos fatores de risco são externos. Cerca de 20% dos casos restantes desenvolvem câncer por fatores internos.

O INCA relaciona 9 fatores de risco externos, relacionados ao modo de vida e meio ambiente. São eles:

  • Alimentação
  • Atividade física
  • Bebidas alcoólicas
  • Exposição à radiação
  • Exposição no trabalho e no ambiente
  • Exposição solar
  • HPV e outras infecções
  • Peso corporal
  • Tabagismo 

Entre os fatores de risco internos, o INCA destaca que são raros os casos de câncer relacionados exclusivamente à hereditariedade eàs condições genéticas, embora o histórico familiar pareça exercer um papel importante em certos tipos de tumores malignos, a exemplo do câncer de mama, estômago e intestino. Por outro lado, alguns grupos étnicos parecem estar mais protegidos de determinados tipos da doença: a leucemia linfocítica é rara em orientais, e o sarcoma de Ewing é muito raro em negros, de acordo com o órgão do Ministério da Saúde.

Como é o diagnóstico

Os exames de imagem são os grandes aliados dos médicos no processo de diagnóstico do câncer. Exames de ultrassom, tomografia, ressonância magnética, cintilografia e PET/CT (dois exames que, quando realizados em conjunto, são muito eficientes na detecção de cânceres, doenças do coração e problemas neurológicos) estão entre o arsenal disponível aos oncologistas na verificação da doença.

Outro recurso bastante comum é o exame de marcadores tumorais.  Feito normalmente com a análise do sangue, da urina e até de amostras de tecido, ele detecta a presença desubstâncias, geralmente determinadas proteínas, que podem ser encontradas no corpo quando o câncer está presente. Junto com outros exames, os marcadores tumorais podem ser utilizados para ajudar a diagnosticar o tipo de câncer e, em alguns casos, para monitorar o tratamento.

O exame de sangue ajuda também a rastrear o PSA, sigla em inglês para Antígeno Prostático Específico, utilizado para diagnosticar doenças da próstata, entre elas o câncer.   

Como é o tratamento

Atualmente, o tratamento oncológico é realizado por uma equipe multidisciplinar composta de especialistas em oncologia, patologia, radiologia, cirurgia, psiquiatria, enfermagem, psicoterapia, fisioterapia e nutrição.

Para o paciente, a rotina pode incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, mas é importante saber que os objetivos do tratamento são diferentes:

  • Curativo: é o primeiro objetivo, mesmo diante de pequena chance de cura; busca curar o paciente para que ele possa voltar a viver ativamente na sociedade.
  • Remissão: quando a cura não é possível, o segundo objetivo é a remissão. Esse estágio ocorre quando não há sinais ativos da doença no organismo. O controle e acompanhamento devem ser rigorosos para manter o paciente bem pelo maior tempo possível, evitando internações.
  • Paliativo: quando a chance de remissão é muito pequena, o objetivo passar a ser controlar o avanço da doença e dos sintomas, proporcionando a melhor qualidade de vida tanto para o paciente como para a família.

É possível prevenir

O Ministério da Saúde recomenda algumas mudanças de hábitos e atitudes para prevenir o aparecimento do câncer. São elas: 

  • Não fumar
  • Evitar bebida alcóolicas
  • Manter uma alimentação saudável, com frutas, legumes, verduras, cereais integrais e feijões
  • Manter o peso ideal e fazer atividade física
  • Evitar o sol entre 10h e 16h e sempre usar proteção física – chapéu ou boné, camiseta de manga longa e também filtro solar, inclusive nos lábios
  • Vacinar meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos contra o HPV
  • Tomar a vacina contra Hepatite

Para a mulher

  • Amamente!  

Segundo o INCA, a amamentação protege as mães do câncer de mama e os bebês do sobrepeso e da obesidade. Durante o aleitamento, as taxas de determinados hormônios que favorecem o desenvolvimento desse tipo de câncer caem na mulher. Além disto, alguns processos que ocorrem na amamentação promovem a eliminação e renovação de células que poderiam ter lesões no material genético, diminuindo assim as chances de câncer de mama na mulher.

  • Faça exame Papanicolau e Mamografia
  • O exame preventivo, também chamado Papanicolau, é um grande aliado na detecção precoce de câncer do colo do útero. Já a mamografia é um exame não invasivo que pode diagnosticar precocemente o câncer de mama. Ambos os exames aumentam as chances de cura destes tipos de câncer, por isso são tão importantes. O ginecologista é o melhor especialista para indicar quando eles devem ser realizados e o intervalo de tempo em que devem ser repetidos.

O Hospital Presidente tem a melhor equipe de especialistas da região. Para agendar uma consulta ou exame, basta mandar um e-mail para [email protected] ou telefonar para 2261-6611 – Ramal 1085, com Camila.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *