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Tudo o que você precisa saber sobre o Alzheimer

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A ADI – Alzheimer’s Disease International, entidade que atualiza frequentemente os dados sobre demência, com base nas principais instituições mundiais de tratamento da doença, calcula que existam mais de 46 milhões de pacientes com Alzheimer no mundo e a estimativa é que este número ultrapasse 130 milhões até 2050. A boa notícia é que a Ciência já sabe o que fazer para desacelerar o avanço desta doença.

O que é Alzheimer

O nome complicado é uma homenagem ao médico Alois Alzheimer, que em 1906 descreveu os sintomas de sua paciente Augustine Deter, de 51 anos. Augustine desenvolveu perda de memória progressiva, desorientação, dificuldade para compreender as palavras e se expressar. Mesmo saudável, tornou-se incapaz de cuidar de si mesma e faleceu aos 55 anos. Dr. Alzheimer pôde, então, examinar seu cérebro e confirmou as alterações que hoje definem a doença. Antes do estudo do Dr. Alzheimer, a doença era comumente conhecida como esclerose ou demência.

As causas ainda não são conhecidas, mas já se identificou que as proteínas beta-amiloide e tau acumulam-se no cérebro, atingindo principalmente os neurônios e as sinapses (sistema de comunicação dos neurônios). Este acúmulo de proteínas, ao longo de toda vida, forma placas que resultam na redução progressiva do número de neurônios e das sinapses nos idosos. 

Os primeiros sinais de alerta

O Alzheimer é mais comum a partir dos 65 anos. Começa a se manifestar com esquecimentos e dificuldade nas tarefas diárias, como preparar refeições, pagar contas ou fazer compras. O idoso leva mais tempo para fazer essas tarefas e comete mais erros na execução destas. A ADI lista alguns sintomas:

  • Falta de memória para acontecimentos recentes:  é possível que a pessoa se lembre de fatos relacionados ao que esqueceu. Por exemplo, ao conversar com o vizinho, esquece seu nome, mas ainda sabe que é seu vizinho
  • Dificuldade para encontrar objetos: os pacientes com Alzheimer não apenas esquecem onde deixaram os objetos, como chaves e carteira, como também podem guardá-los em lugares incomuns, por exemplo, deixar o ferro de passar na geladeira ou a aliança no açucareiro;
  • Dificuldade para executar tarefas familiares, como vestir a roupa adequada para o verão ou o inverno, ou as etapas para preparar uma refeição;
  • Dificuldade para encontrar caminhos conhecidos: pessoas com Alzheimer podem se perder em lugares familiares, como a rua onde moram; esquecem onde estão ou como chegaram lá e também não sabem como voltar para casa. É comum também confundir o dia e a noite
  • Dificuldade para encontrar palavras que exprimam ideias ou sentimentos pessoais: um paciente com Alzheimer esquece até mesmo palavras simples, substituindo-as por palavras incomuns, dificultando a compreensão da fala e da escrita;
  • Problemas com imagens e relações espaciais, como dificuldade para ler, avaliar distâncias e identificar cores ou contrastes;
  • Irritabilidade, suspeita injustificada, agressividade, passividade, tendência ao isolamento: a pessoa com Alzheimer pode sofrer rápidas mudanças de humor sem motivo aparente, mostrar mais ou menos emoção do que era habitual, ficar horas sentada em frente à televisão, dormir muito mais que o normal e perder o interesse em hobbies.

O diagnóstico

É preciso lembrar que o Alzheimer não é uma doença com padrões definidos; ao contrário, cada paciente apresenta uma evolução individualizada e, por isso, o diagnóstico muitas vezes não é tão simples.

É consenso entre especialistas, porém, que o Alzheimer tem quatro estágios. Quantomais cedo se identifica a doença e se inicia o tratamento, melhor é o controle dos sintomas e de sua evolução.

  • Estágio 1 ou Forma Inicial: perda de memória recente, dificuldade para encontrar palavras, desorientação no tempo e no espaço, dificuldade para tomar decisões, perda de iniciativa e de motivação, sinais de depressão, agressividade, diminuição do interesse por atividades e passatempos.
  • Estágio 2 ou Forma Moderada: dificuldade com atividades do dia a dia, com prejuízo da memória, esquecimento de fatos e datas importantes, nomes de pessoas próximas, incapacidade de viver sozinho, cozinhar ou cuidar da casa, fazer compras, dependência de outras pessoas, necessidade de ajuda com a higiene pessoal, maior dificuldade para falar e se expressar com clareza, alterações de comportamento (agressividade, irritabilidade, inquietação), ideias sem sentido (desconfiança, ciúmes) e alucinações (ver pessoas, ouvir vozes de pessoas que não estão presentes).
  • Estágio 3 ou Forma Grave: incapacidade de registro de dados e muita dificuldade na recuperação de informações antigas, como reconhecimento de parentes, amigos, locais conhecidos; dificuldade para alimentar-se associada a prejuízos na deglutição, dificuldade de entender o que se passa à volta, dificuldade de orientar-se dentro de casa. Pode haver incontinência urinária e fecal e intensificação de comportamento inadequado, dificuldade motora que pode interferir na locomoção e exigir auxílio para caminhar.
  • Estágio 4 ou Forma Terminal: restrição ao leito, mutismo, dor à deglutição e infecções intercorrentes.

Logo aos primeiros sintomas, o médico responsável (geriatra, psiquiatra ou neurologista) solicita exames para excluir outras doenças. Entre os exames mais comuns estão hemograma, tomografia ou ressonância magnética do crânio e testes psicológicos para avaliar a capacidade cognitiva.

Uma mente ativa: melhor forma de prevenir o Alzheimer

A proteína beta-amiloide se acumula nos neurônios durante a vida. Assim, para os mais jovens, uma vida saudável, com alimentação equilibrada e atividade física regular, sem consumo de cigarro e de álcool, colabora para retardar o surgimento dos sintomas.

Além disso, é possível construir o que a Associação Brasileira de Alzheimer também considera como uma reserva cognitiva.  Hoje, já há estudos que relacionam uma maior a escolaridade aum maior número de neurônios e sinapses, desenvolvidos durante a vida. É preciso investir na alta escolaridade, aprender coisas novas sempre e evitar as doenças cardiovasculares. Estudar, ler, aprender idiomas, fazer exercícios de aritmética e se dedicar a jogos inteligentes, como palavras cruzadas e xadrez, entre outros, são bons recursos para manter a mente ativa.

Não deixe de viver!

O tratamento para desacelerar a degeneração neurológica inclui medicamentos que estimulam a presença de neurotransmissores, para favorecer a memória, a cognição e a atenção.

As terapias de apoio, com atividades que estimulam a atenção, a memória, o raciocínio lógico e a linguagem, também devem ser incluídas no dia a dia. Exemplos são jogos e desafios mentais, resgate de histórias e reflexões, bem como treinos específicos para cada paciente e a adoção de um calendário e de uma agenda para auxiliar a orientação temporal.

A tendência ao isolamento deve ser enfrentada, pois o convívio social é peça-chave para o tratamento. Estar com outras pessoas estimula a comunicação, o contato social e o afeto. Porém, é melhor evitar aglomerações e lugares muito movimentados, que podem provocar desorientação e deixar o paciente confuso.

Outro fator importante é a atividade física e fisioterápica, para estimular a coordenação motora, o equilíbrio, a força muscular e a flexibilidade. Exercícios de alongamento, fortalecimento muscular e até aeróbicos leves, como a caminhada, são muito benéficos.

Em caso de dúvida, procure ajuda médica.  Para agendar uma consulta no Hospital Presidente, basta enviar e-mail para [email protected] ou telefonar para 2261-6611 – Ramal 1085, com Camila.

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