Maio Roxo: um mês de alerta para as doenças inflamatórias intestinais

maio roxo

Neste texto, você vai conhecer as causas mais frequentes das doenças inflamatórias intestinais (DII), seus principais sintomas e tratamentos e por que elas merecem um mês para conscientização.

As doenças inflamatórias intestinais (DII) atingem mais de 10 milhões de pessoas no mundo e a incidência está aumentando nos países ocidentais. Embora ainda não tenham uma causa estabelecida, há consenso entre os médicos que elas estão associadas a estilo de vida, hábitos alimentares e uso de medicamentos que modificam a flora intestinal. O componente genético também não está descartado.

Doença de Crohn, retocolite ulcerativa e colites indeterminadas são as mais conhecidas. As DIIs são doenças crônicas, que inflamam o intestino em intensidades variadas. Podem surgir em qualquer idade, mas a sua manifestação é mais comum em pessoas jovens, entre 30 e 40 anos.

O tratamento é multidisciplinar e complexo. O gastroenterologista e o proctologista são os principais especialistas, porém, a equipe envolve também uma participação ativa do nutrólogo ou nutricionista. O psicólogo também pode ser chamado a colaborar, dependendo do comprometimento das doenças nas atividades do dia a dia.

No calendário médico, 19 de maio é o Dia Internacional das Doenças Inflamatórias Intestinais, por isso, o mês foi escolhido para concentrar as ações de conscientização, destacando a importância do diagnóstico precoce destas doenças.

Quais são as doenças inflamatórias intestinais

Há três doenças principais que fazem parte desse grupo:

  • A mais conhecida é a doença de Crohn, que pode atingir todo o aparelho digestivo.
  • A retocolite ulcerativa também é comum e atinge apenas o cólon.
  • Já a colite ulcerativa não classificada é a forma grave, com características sobrepostas das duas doenças.

Sinais de alerta

As doenças inflamatórias intestinais têm sintomas simples e comuns. São facilmente confundidas com viroses e outros problemas intestinais. Por isso, as pessoas acabam adiando a ida ao médico. A Associação Brasileira de Colite e Doença de Crohn (ABCD)alerta que esse hábito pode agravar o problema e levar à necessidade de cirurgia.

É preciso observar a presença frequente de:

  • Diarreia
  • Dor abdominal
  • Perda de peso
  • Fadiga
  • Constipação
  • Sangue nas fezes
  • Desnutrição

Em 25% a 40% dos pacientes, os sinais e sintomas clássicos de DII podem ser acompanhados de problemas nos olhos, juntas, pele, ossos, rins, e fígado.

Diante desse quadro é necessário buscar ajuda médica com o especialista.

Diagnóstico precoce

A doença inflamatória intestinal é uma doença crônica e progressiva. Isso significa que os efeitos vão se acumulando no organismo, agravando o quadro lentamente.

Embora essas doenças afetem apenas 5% das crianças, a Sociedade Brasileira de Pediatria afirma que há casos em menores de 1 ano de idade. Há estudos relacionando impactos da DII no crescimento e desenvolvimento intelectual nos pequenos.

Em qualquer idade, o diagnóstico inclui exames laboratoriais e de imagem, como endoscopia digestiva, colonoscopia, tomografia e ressonância magnética. Não raro, esses exames são repetidos durante o tratamento.

Opções de tratamento

Muitas pessoas tentam alterar a alimentação para se recuperar de doenças inflamatórias intestinais. Mesmo em casos muito leves de DII, essa medida não tem benefícios comprovados, isso porque o tratamento depende da extensão e da gravidade da doença. Os casos mais graves, com comprometimento de maior parte do intestino, exigem intervenção cirúrgica. Os casos considerados moderados podem se beneficiar com medicamentos. Há opções de aminossalicilatos, corticoides, imunomoduladores e antibióticos.

Nos últimos anos, tem havido avanço também com medicamentos biológicos (obtidos com o emprego industrial de micro-organismos ou células modificadas geneticamente). Essa inovação permite um alívio mais rápido dos sintomas e por um período mais prolongado.

O Hospital Presidente oferece atendimento ambulatorial de gastroenterologia para um diagnóstico precoce. As consultas podem ser agendadas por telefone ou e-mail [email protected] com a Camila. Para informações, ligue (11) 2261-6611, ramal 1085.

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