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Diabetes: riscos e recomendações para enfrentar a pandemia

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Sistema imunológico mais frágil e complicações cardíacas e renais podem agravar quadros de covid-19 em pacientes diabéticos.

Neste texto, você vai entender por que o diabetes aumenta o risco para a covid-19, como controlar a doença e evitar complicações.

Idosos e pacientes com doenças crônicas, como a hipertensão e o diabetes, estão no grupo de risco para covid-19. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia alerta que o risco de contágio não é maior entre os pacientes diabéticos, mas as chances de desenvolver quadros graves da doença, como a síndrome respiratória aguda grave, sim. As chances aumentam quando já existem comorbidades crônicas do diabetes, como hipertensão, nefropatia e neuropatia, especialmente em idosos. Por isso, esses pacientes devem redobrar os cuidados com higiene e distanciamento social para evitar a contaminação.

Risco mais alto

O diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina no organismo. A insulina é o hormônio que age sobre a glicose (açúcar), transformando-a em energia para as funções celulares. Taxas elevadas de açúcar no sangue podem levar a complicações no coração, artérias, olhos, rins e nos nervos. É preciso acompanhar periodicamente os níveis de açúcar para agir rapidamente quando eles estão elevados. Isso vale para todas as idades.

O diabetes tipo 2 é o mais comum. A Sociedade Brasileira de Diabetes estima que mais de 13 milhões de brasileiros são diabéticos. 90% desse total é composto de adultos com diabetes tipo 2, quase sempre relacionado a sobrepeso, dieta desequilibrada, sedentarismo, hipertensão e baixo nível de colesterol bom.

o diabetes tipo 1 está relacionado ao sistema imunológico, que passa a destruir as células que produzem insulina. Nesse caso, a única forma de controlar o açúcar é usar insulina sintética. Crianças, adolescentes e adultos jovens são mais propensos ao diabetes tipo 1.

Os níveis elevados de açúcar no sangue podem enfraquecer o sistema imunológico e assim dificultar a recuperação de qualquer infecção, inclusive a covid-19. É possível também que a doença agrave os sintomas do diabetes. A pessoa sente mais sede, boca seca, urina em maior volume e percebe uma elevação nos níveis de açúcar. Nessa situação é preciso buscar atendimento médico com urgência.

Como enfrentar a pandemia

A boa notícia é que manter os níveis de açúcar controlados diminui o risco de complicações, então, é hora de não descuidar da dieta, investir ainda mais nos exercícios, abandonar o cigarro e seguir à risca as orientações do seu médico.

A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia faz algumas recomendações especiais:

  • É fundamental ficar em casa, evitando contato físico com outras pessoas. Reduza o número de saídas ao máximo. Se possível, peça a ajuda de familiares para as compras e outras tarefas externas;
  • Não se aproxime de pessoas com suspeita ou diagnóstico de covid-19 ou outras doenças respiratórias;
  • Não utilize anti-inflamatório e corticoide para controle de sintomas leves de covid-19, gripes e resfriados. Essas medicações podem piorar a função renal e o controle da glicose;
  • A OMS liberou o ibuprofeno, mas o Ministério da Saúde recomenda o uso de outra opção de analgésico;
  • Não suspenda e não altere a medicação para diabetes e controle da pressão arterial sem orientação médica.

Também não se devem adiar exames e consultas sem autorização médica. É muito importante manter o açúcar sob controle e, assim, evitar tanto as complicações da covid-19 como também do diabetes.

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