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Hipertensão: cuidados especiais para enfrentar a pandemia

hipertensão

Um entre quatro brasileiros tem hipertensão e pode não saber. Pressão superior a 14 x 9 deve ser monitorada e ter acompanhamento médico.

Neste texto, você vai entender o que é a hipertensão e por que o coronavírus afeta mais esses pacientes. Vai encontrar também dicas sobre o diagnóstico e controle dessa condição.

A hipertensão é uma doença causada pela dificuldade do sangue em circular pelo organismo. Isso pode acontecer pelo estreitamento ou até enrijecimento dos vasos e artérias. 90% dos casos têm influência genética e a raça negra é mais propensa a desenvolver a hipertensão. Após a menopausa e a partir dos 60 anos, as artérias tendem a perder flexibilidade, por isso, os idosos também são mais predispostos à doença.

Pressão arterial superior a 140 x 90 mmHg (14 x 9) é indício de hipertensão. O mais grave é que muitas pessoas têm esse grau de pressão e não sabem, isso porque os sintomas da doença são silenciosos. Em geral, a pressão vai se elevando durante o passar dos anos e o diagnóstico só chega com as consequências mais graves, como infarto, AVC ou doença renal crônica.

A partir dos 20 anos é preciso medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano. Essa recomendação é do Ministério da Saúde. Se há hipertensos na família, essa medição deve ocorrer duas vezes por ano. O monitoramento da pressão deve ser mais frequente também diante dos seguintes fatores de risco:

  • Obesidade;
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool;;
  • Sedentarismo;
  • Sono irregular e apneia;
  • Diabetes;
  • Doença renal;
  • Hipertiroidismo;
  • Poluição e estresse.

Importante: ao sentir sintomas como falta de ar, visão turva, zumbido, dor de cabeça, tontura e dor no peito é preciso buscar atendimento médico de emergência imediatamente, mesmo durante a pandemia. É preciso controlar a pressão e evitar um possível infarto ou AVC.

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A hipertensão e o coronavírus

Ainda não está totalmente claro porque os pacientes hipertensos desenvolvem casos mais graves de covid-19. Uma das possibilidades é explicada pela

 Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) . Segundo a entidade médica, para infectar a célula o vírus se liga a uma enzima conversora de angiontensina 2. Essa enzima está presente no pulmão, nos rins e em outros órgãos. Os pacientes hipertensos muitas vezes precisam aumentar a produção dessa enzima com medicamentos.

Mas, atenção: pacientes hipertensos não devem, sob qualquer hipótese, interromper ou alterar a medicação sem orientação médica. Isso pode descontrolar a pressão e provocar AVC ou infarto.

Para proteger a população hipertensa, a SBC faz algumas recomendações:

  • Intensificar as medidas de prevenção, como lavar as mãos constantemente, evitar tocar o rosto e adotar o distanciamento social. É necessário reduzir ao máximo as chances de contaminação. Peça a ajuda de familiares e vizinhos para compras e outras atividades externas ou utilize serviços de entrega. Avalie com o seu médico a necessidade de afastamento do trabalho ou adoção de home office;
  • É preciso intensificar também os hábitos saudáveis. Alimente-se bem, controlando o consumo de sal, tenha um sono regular e faça exercícios de maneira moderada e constante. Cigarro e álcool estão proibidos;
  • Se o contágio acontecer, informar imediatamente ao seu médico. Os cuidados e tratamentos devem avaliar a presença de doença cardiovascular. É preciso monitorar a saúde cardíaca de casos confirmados e suspeitos porque ela pode se deteriorar rapidamente.

Estilo de vida

A hipertensão é uma doença grave e comum, que pode ter seus sintomas muito influenciados pela adoção de um estilo de vida mais saudável.

Praticar qualquer atividade física, principalmente as aeróbicas, como caminhada e natação, eleva a produção de óxido nítrico. Essa é uma substância vasodilatadora, que reduz a pressão arterial, mas é preciso cuidado com a intensidade. É possível que o esforço eleve a pressão durante o exercício. Os melhores resultados virão da regularidade. O ideal é praticar uma atividade física diariamente por, no mínimo, 30 minutos.

A alimentação também tem uma importância fundamental. É preciso incluir no cardápio doses generosas de vegetais, frutas, legumes e grãos. Eles são ricos em nutrientes como potássio, cálcio e magnésio. Esses minerais contêm propriedades que regulam a contração dos vasos sanguíneos.

Alimentos gordurosos, que podem causar o entupimento das artérias, devem ser evitados. É preciso controlar o consumo de sal, por ser rico em sódio. A quantidade de consumo ideal é de 5 g de sal por dia, o equivalente a uma colher de chá.

Por fim, hipertenso ou não, ninguém deve adiar exames e consultas sem autorização médica. É preciso acompanhar a saúde, especialmente a cardíaca, e só o médico pode avaliar quando é possível esperar ou não.

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