Slime: massinha caseira é sucesso entre as crianças, mas pode trazer riscos

slime

Brincadeira agrada diferentes gerações, mas o ácido bórico que compõe a maioria das receitas caseiras é perigoso.

Neste texto você vai saber por que o slime é uma brincadeira que pode ser perigosa à saúde e encontrar dicas para deixar a atividade mais segura.

Nas escolas, nas festas de aniversário, nos condomínios e, principalmente, na internet a brincadeira favorita parece ser o slime. Não é exatamente uma novidade. A geleca e a amoeba também faziam sucesso entre as crianças nos anos 1990 e 2000.

Talvez a novidade seja a internet, onde o slime pode ser encontrado com muita facilidade e a preços bastante acessíveis. Além disso, há muitos vídeos nas redes sociais com receitas caseiras e personalizadas. Plataformas como o YouTube e o Instagram têm dicas de como fazer slime colorido ou com texturas diferentes.

Por que as crianças gostam tanto?

As experiências sempre fazem sucesso. Faz parte do aprendizado descobrir como as coisas acontecem.

Misturar ingredientes e ver a transformação é uma brincadeira muito interessante para a garotada. Além disso, as crianças podem personalizar suas receitas com glitter, corantes e até miçangas para obter novas texturas.

A imaginação não tem limites. Há empreendedores-mirins que vendem slime nas escolas. Em diversas cidades, acontecem feiras infantis onde é possível trocar receitas personalizadas, além dos produtos, é claro.

Entenda o perigo

Os ingredientes básicos do slime são uma combinação de um polímero, em geral cola branca, com um ativador. O ativador mais perigoso é o ácido bórico, ou bórax.

A substância pode causar desde irritação nos olhos e nariz até queimaduras graves. O ácido bórico está presente em diversos produtos de limpeza. Deve ser usado sempre seguindo todas as orientações do fabricante, inclusive na hora de descartar as embalagens.

Há também outros ingredientes perigosos. Para trazer novas texturas e cores, as receitas aceitam tudo. Espuma de barbear, esmalte, detergente, corante, glitter e até solução para lentes de contato são indicações facilmente encontradas na rede.

Como brincar com segurança

Não é preciso proibir totalmente a diversão. Com alguns cuidados é possível entrar na brincadeira com as crianças:

  • Pais, ou um adulto responsável, devem supervisionar a brincadeira.
  • Leia a receita longe das crianças. É possível brincar com produtos muito simples, como amido de milho e até corantes comestíveis. Se a receita incluir algum item que você não conhece, procure outra.
  • Antes de começar a brincadeira é preciso ler o rótulo dos produtos e seguir as recomendações dos fabricantes.
  • Não usar bórax e nem produtos que contêm essa substância.
  • Descartar as embalagens conforme a orientação dos fabricantes.

Cuidados especiais

Se a criança apresentar sintomas como enjoo ou alergia é preciso suspeitar da presença do bórax. Ele pode estar presente na fórmula de algum dos ingredientes. Nesse caso, a Anvisa faz as seguintes recomendações:

  • Não tentar provocar vômito.
  • Não oferecer leite, água ou outros líquidos.
  • Entrar em contato com o serviço de saúde e seguir as orientações.

O Hospital Presidente oferece Pronto Atendimento 24h para clínica médica, ortopédica e pediátrica. Para informações, ligue (11) 2261-6611.

 

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