Julho Amarelo: alerta para o perigo das hepatites virais

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OMS orienta maiores de 45 anos a fazer teste de rastreamento das três formas da doença. Vacinas e testes estão disponíveis nas UBS de todo o país.

Diagnóstico precoce é fundamental porque as hepatites podem ser controladas. Elas evoluem silenciosamente, sem sintomas, e, se não tratadas, podem levar à morte.

 Neste texto você vai descobrir quais são as hepatites virais e por que esses vírus são tão perigosos. A boa notícia é que a vacina já está disponível e que o tratamento evoluiu muito nos últimos anos. É possível controlar as várias formas da doença e mesmo obter a cura nos estágios iniciais.

 

O Ministério da Saúde estima que mais de 1,7 milhão de brasileiros são portadores do vírus da hepatite C. O órgão também estima 756 mil casos de hepatite B. A hepatite é uma doença inflamatória grave que atinge o fígado e pode comprometer suas funções vitais. Nos estágios mais avançados, pode levar à morte.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) elegeu o mês de julho para alertar o mundo sobre as hepatites virais. A Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) estima que menos de 15% das pessoas com hepatite C conhecem o seu diagnóstico. A doença evolui silenciosamente, com sintomas comuns a um resfriado, e por isso o diagnóstico precoce é tão importante.

Quais são as hepatites virais

As hepatites dos tipos A, B e C são as mais comuns no Brasil e atingem, principalmente, homens adultos, entre 20 e 39 anos. Porém, há ainda a hepatite do tipo D.

O contágio da hepatite A acontece por água e alimentos contaminados. Já as hepatites B, C e D são transmitidas por contato sexual, transfusões de sangue e até no parto, passando da mãe para o bebê. Esses vírus são disseminados ainda pelo compartilhamento de objetos. Alicates de cutícula, lâminas de barbear, seringas e drogas ilícitas, inclusive as inalatórias, também são agentes de contaminação. É preciso ainda atenção especial para a esterilização de instrumentos para tatuagem e piercing.

 

Sintomas

Os especialistas afirmam que a maior ameaça à saúde causada pelas hepatites virais é que a doença evolui silenciosamente, quase sem apresentar sintomas em seus estágios iniciais. Cansaço, febre, mal-estar, tontura e vômito são os mais comuns e são facilmente confundidos com outras viroses. Na fase mais avançada, os sintomas são:

  • Pele e olhos amarelados;
  • Dor abdominal;
  • Urina escura;
  • Fezes claras.

Diagnóstico precoce e tratamento

 O diagnóstico é muito simples, rápido e pode ser feito em todas as unidades básicas de saúde do país. É recomendado especialmente para as pessoas consideradas vulneráveis: usuários de drogas ilícitas, profissionais do sexo e idosos.

 A OMS orienta que todas as pessoas com mais de 45 anos façam o exame de rastreamento da doença, mesmo sem apresentar sintomas. A vacina é a forma mais eficiente de prevenção e deve ser aplicada ainda na infância. Há vacinas disponíveis para as hepatites A, B e D, mas é possível se vacinar na fase adulta também.

A hepatite C ainda não tem vacina, mas, se tratada antes de complicações no fígado, tem índice de cura de até 95%. O tratamento evoluiu muito nos últimos anos. É feito com o uso de medicamentos e acompanhamento médico. A SBH alerta que todos devem fazer o teste de hepatite C, pelo menos uma vez, após os 40 anos.

 

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