Julho Amarelo: luta e conscientização contra o câncer ósseo

câncer ósseo

Uma das principais causas de dor crônica em pacientes oncológicos, o câncer ósseo ainda não tem formas de prevenção conhecidas. Só o diagnóstico precoce pode elevar as chances de cura.

Este texto revela quais são os tipos mais agressivos de câncer ósseo. Você conhecerá também os principais sintomas para buscar um diagnóstico precoce, aumentando a possibilidade de vencer a doença.

Embora seja mais comum em ossos longos, como pernas, braços, coluna e bacia, o câncer ósseo pode acometer qualquer osso do corpo. Considerado raro, manifesta-se na infância, na adolescência ou na vida adulta e tem alta taxa de letalidade.

A forma benigna da doença cresce lenta e localizadamente, não se espalha para outros ossos ou outras partes do corpo. Já os tumores malignos são mais agressivos, podem ser tanto tumores primários ou metástases de câncer em outros órgãos. O Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia estima que 10% dos pacientes oncológicos desenvolvem metástases nos ossos, especialmente nos casos de câncer de mama, pulmão, próstata, tireoide, rim e intestino.

O Instituto Oncoguia revela que o condrossarcoma (tumor produtor de cartilagem) e o osteossarcoma (afeta apenas os ossos) respondem, juntos, por 68% dos casos, mas há outros tipos de câncer ósseo que afetam a saúde, entre eles os chamados tumores de Ewing. Eles atingem também as partes moles, como músculos e cartilagens e são mais comuns em crianças e jovens (38% dos casos).

 

Principais sintomas

Especialistas indicam o câncer ósseo como uma das principais causas de dor crônica em pacientes oncológicos.

Sem formas de prevenção conhecidas é preciso estar atento aos sintomas para buscar o diagnóstico precoce. É ele quem pode elevar as chances de cura. Conheça a seguir quais são esses sintomas:

  • Dor e inchaço no local atingido;
  • Aumento de volume;
  • Sensibilidade na área afetada;
  • Febre;
  • Perda de peso;
  • Fadiga;
  • Ossos quebradiços. 

 

O diagnóstico

Uma simples radiografia pode revelar alterações no esqueleto e um possível câncer, mas a análise da biópsia óssea e a medicina nuclear são determinantes para o diagnóstico. Dois exames têm-se destacado nesse processo:

  • Cintilografia óssea: avalia o funcionamento dos órgãos. O tecido ósseo capta o radiofármaco injetado por via intravenosa e o equipamento remodela a imagem do osso com a presença da lesão. Consegue avaliar o dano já causado no osso e possíveis metástases. A cintilografia também é capaz de diagnosticar fraturas não identificadas por outros exames, além de infecção óssea (osteomielite) e distúrbios metabólicos, como osteomalacia, hiperparatiroidismo e osteoporose. A quantidade de radioatividade utilizada é baixa, não oferece riscos para o paciente, profissionais e pessoas próximas; 
  • PET/CT: este exame usa radiofármacos traçadores que são captados apenas pelas células cancerígenas, assim, consegue identificar com precisão a localização e a densidade do tumor. Os traçadores buscam células cancerígenas em todo o corpo, encontrando possíveis metástases. A Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear considera este exame fundamental não apenas para o diagnóstico, mas também para acompanhar a evolução da doença.

As opções de tratamento incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

A consulta com o ortopedista pode ser uma aliada fundamental no diagnóstico precoce desse tipo de câncer. Assim, se apresentar alguns sintomas e ficar em dúvida, o melhor é procurar imediatamente ajuda médica.

 

O Hospital Presidente atende a maioria dos planos e convênios de saúde. A consulta pode ser agendada pelo e-mail [email protected]. Se preferir, telefone para (11) 2261-6611, ramal 1085, com Ana Paula.

 

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