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Covid-19: quando o perigo vem do sistema imunológico

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Entenda por que o organismo pode provocar a chamada “tempestade de citocinas”, piorando o quadro de pacientes graves

 

A trombose é uma doença causada pela formação de coágulos nas veias, vasos e artérias. Pode acontecer em qualquer órgão ou parte do organismo. Sabe-se agora que, em alguns pacientes de covid-19, esses coágulos podem acometer os pulmões, o cérebro, o fígado e o coração.

A pergunta é o que provoca a formação de coágulos em pacientes de covid-19. Os médicos já têm a resposta: isso acontece porque o sistema imunológico provoca uma “tempestade de citocinas”.

A citocina é uma molécula do sistema imune, composto ainda pelos linfócitos, macrófagos, monócitos e leucócitos. Quando o organismo é atacado por alguma infecção, as citocinas reagem, causando uma inflamação para criar ainda mais anticorpos e, assim, acelerar o combate à doença.

Diante da covid-19, alguns pacientes desenvolvem uma resposta exagerada das citocinas, como uma tempestade, para impedir que o vírus atinja os órgãos vitais. Quando essa resposta é muito intensa, ela pode interromper a circulação sanguínea, formando os coágulos.

A boa notícia é que, conhecendo cada vez mais os mecanismos de atuação do coronavírus, os médicos têm mais recursos para o tratamento. Para evitar a trombose, eles usam corticoides e anticoagulantes. Esses remédios podem ajudar pacientes graves a se recuperar.

 

Sintomas conhecidos até agora

Antes de tudo é importante ressaltar que mais de 80% das pessoas contaminadas pelo novo coronavírus são assintomáticas ou têm apenas sintomas muito leves, no entanto, é preciso conhecer os principais sinais para buscar ajuda médica, se necessário:

Sintomas mais comuns

  • Febre
  • Tosse seca
  • Cansaço

Sintomas menos comuns

  • Dores musculares
  • Dor de garganta
  • Diarreia
  • Conjuntivite
  • Dor de cabeça
  • Perda do paladar ou do olfato
  • Irritações na pele
  • Descoloração dos dedos dos pés e das mãos

 Sintomas graves

  • Dificuldade para respirar ou falta de ar
  • Pressão ou dor no peito
  • Perda da fala ou da capacidade motora
     

Imunidade: mais dúvidas do que respostas

O maior desafio para entender a resposta imunológica à covid-19 é que se trata de uma doença muito recente, assim, os cientistas não têm dados comparativos para chegar a resultados conclusivos. Mesmo em pessoas que já se recuperaram da covid-19 é difícil aos cientistas falar em imunidade.

No caso de outras doenças transmissíveis, como o sarampo, a pessoa exposta ao vírus uma única vez fica imune para sempre. Já com o coronavírus Sars-CoV-2 , causador da covid-19, não há certeza de que isso acontece. Os pesquisadores avaliam se a pessoa pode ser contaminada após ter se curado da doença. Também não há certeza se pacientes que desenvolveram sintomas graves têm maior ou menor imunidade do que as pessoas assintomáticas. Entender tudo isso vai ajudar os cientistas no desenvolvimento da vacina.

Enquanto a vacina não vem é importante continuar se protegendo contra a contaminação. Medidas de distanciamento social, higiene das mãos e uso de máscaras são as armas mais eficientes até agora. Pelo menos enquanto a vacina não chega.

Há muitos grupos de pesquisa trabalhando arduamente para encontrar uma vacina eficiente. Já há estudos bem adiantados, em fase de testes com voluntários, inclusive aqui no Brasil. Por isso, há muitos motivos para ter esperança de uma vacina em breve.

 

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