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29 de agosto: no dia nacional de combate ao fumo, diga não ao tabaco!

combate ao fumo

Responsável pela morte de 200 mil pessoas todos os anos, o tabagismo volta a crescer no país. Cigarro eletrônico e narguilé ameaçam os mais jovens

Entenda como o cigarro, o cigarro eletrônico e o narguilé afetam o organismo. Saiba como enfrentar o vício, gratuitamente, por meio de programas sociais. 

 

Você sabia que o cigarro é a maior causa evitável de mortes no mundo? No Brasil, a estatística é preocupante. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 200 mil pessoas perdem a vida, anualmente, em decorrência do tabaco.

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) atribui ao tabagismo mais de 50 tipos de tumores malignos, afetando órgãos como pulmão, boca, laringe e esôfago. O fumo também aumenta os riscos de leucemia, linfoma e osteoporose. As doenças cardiovasculares mais comuns entre os fumantes são a angina e o infarto. Já entre as doenças respiratórias obstrutivas e crônicas mais comuns estão a bronquite e o enfisema pulmonar. Além disso, o fumo pode causar ainda impotência sexual, infertilidade e problemas para a mãe e o bebê durante a gravidez e parto. 

E nem é preciso colocar o cigarro na boca para sofrer seus efeitos nocivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde, o fumante passivo tem risco 25% maior de sofrer um infarto.

Por isso, o Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado em 29 de agosto, é tão importante.

Criada em 1986 pela Lei Federal 7.488, a data tem o objetivo de promover campanhas de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco.

Desde então, o cerco ao tabagismo levou à aprovação, em 2015, da lei que proíbe publicidade com cigarro e obriga as embalagens a trazer advertências sobre os riscos de fumar. O governo federal elevou impostos para toda a cadeia do setor e os governos estaduais proibiram a sua prática em ambientes fechados.

 

Cigarro eletrônico e narguilé

O cigarro eletrônico e o narguilé tornam-se cada vez mais populares entre os jovens. Contudo, eles também não são seguros para a saúde.

Estudos recentes revelam que o cigarro eletrônico contém partículas finas, conservantes, traços de metais pesados e outras substâncias cancerígenas. Seus adeptos afirmam que os dispositivos eletrônicos ajudam na transição para parar de fumar, mas não há nenhuma evidência de que essa seja uma medida eficaz.

Considerado inofensivo por muitas pessoas, o narguilé causa dependência como o cigarro. Além disso, expõe o fumante à inalação de fumaça por um período ainda maior. Outro efeito nocivo do seu uso é a absorção de substâncias tóxicas, causadas pela combustão do carvão utilizado para queimar o fumo. Quanto maior o tempo de exposição, maior o impacto, porque essas substâncias se acumulam no organismo ao longo dos anos.

Estudos associam o uso de narguilé ao desenvolvimento de câncer de pulmão, doenças respiratórias, doença periodontal (da gengiva) e com o baixo peso ao nascer, além de expor seus usuários a concentrações de nicotina que causam dependência e também a doenças infectocontagiosas.

 

O que acontece ao parar de fumar

O risco de doenças diminui gradativamente e o organismo se restabelece, dia a dia, quando a pessoa para de fumar. Os benefícios são quase imediatos e podem ser computados no tempo.

Veja:

  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea diminui, as batidas do coração voltam ao ritmo normal e a pulsação cai;
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue pode chegar aos níveis de um não fumante;
  • Após 24 horas, os pulmões já conseguem eliminar o muco e os resíduos da fumaça;
  • Após 2 dias, é possível sentir melhor o cheiro e o gosto das coisas;
  • Após 2 semanas, melhoram a circulação, a tosse, a congestão nasal, a fadiga e a falta de ar;
  • Após 1 ano, o risco de doença cardíaca cai pela metade;
  • Após 5 anos, a chance de câncer de pulmão também se reduz em 50%;
  • Após 15 anos, a possibilidade de sofrer infarto será igual ao de uma pessoa que nunca fumou.

 

Ajuda para parar de fumar

O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer (INCA) oferecem tratamento a quem deseja abandonar o vício de fumar. O programa inclui o acompanhamento médico gratuito e a distribuição de medicamentos auxiliares. São adotados adesivos, pastilhas, gomas de mascar e até antidepressivos, sempre com supervisão médica.

Para participar do Programa Nacional de Combate ao Tabagismo, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde.

 

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