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Cinco perguntas sobre obesidade

obesidade

Respondemos às dúvidas mais frequentes sobre esse problema que potencializa o risco de doenças graves, como o diabetes, a pressão alta e o infarto.

 

Você sabia que quase 50% dos brasileiros com mais de 20 anos estão acima do peso? A obesidade é uma doença crônica, que precisa de controle e tratamento. Não é apenas uma questão estética e de autoestima, embora esses dois fatores estejam fortemente envolvidos.

Neste texto, você vai entender como é possível evitar o peso excessivo e recuperar a saúde com medidas simples.

 

 1. A obesidade é uma doença?

 Sim. A Organização Mundial de Saúde (OMS) define a obesidade como uma doença crônico-degenerativa e inflamatória.

Sua principal característica é o acúmulo de gordura corporal no tecido adiposo. Em excesso, essa gordura pode atingir os órgãos, prejudicar seu funcionamento e se tornar gatilho para outras doenças. A obesidade provoca ainda um processo inflamatório no organismo que também prejudica a circulação. A entrega de nutrientes e oxigênio fica comprometida.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima que quase a metade dos brasileiros com mais de 20 anos está acima do peso. Quando os ponteiros da balança sobem e as roupas começam a ficar apertadas, surgem os primeiros sintomas de que o corpo está mal. Apneia do sono, cansaço, distúrbios no ciclo menstrual e dor articular e muscular são os sinais mais comuns.

 

2. A obesidade é resultado da gula e da preguiça?

A falta de exercícios físicos com regularidade e o consumo excessivo de alimentos ricos em gordura podem levar à obesidade. Batatas fritas, bolachas recheadas, alimentos processados e congelados estão nessa lista. Além dos doces, é claro.

Mas, não é só isso. Outros fatores podem causar obesidade. Veja:

  • A obesidade endógena é causada por questões genéticas, alterações hormonais ou até pelo uso de alguns medicamentos;
  • A obesidade exógena é causada por fatores externos, como a má alimentação e o sedentarismo. Também contribuem para a obesidade exógena as questões psicológicas, como depressão, compulsão, ansiedade e outros distúrbios alimentares.

 

3. Eu não posso ser gordinho e simplesmente me aceitar assim?

É claro que sim! Porém, quando o excesso de peso leva a doenças como hipertensão e diabetes, não é mais só uma questão estética. É a saúde que está em jogo! E não dá para fazer as pazes com o diabetes se você continuar comendo doces e carboidratos.

Uma das formas mais simples de saber se você está obeso é calcular o seu índice de massa corporal (IMC).

Esse cálculo considera a relação entre a altura e o peso da pessoa. Veja:

  • IMC entre 18,5 e 24,9: peso normal;
  • IMC entre 25 e 29,9: sobrepeso;
  • IMC entre 30 e 34,9: obesidade I (leve);
  • IMC entre 35 e 39,9: obesidade II (moderada);
  • IMC acima de 40: obesidade mórbida.

É importante lembrar que, embora simples, o cálculo do IMC não é a avaliação mais eficaz. Quando os níveis de colesterol, açúcar e pressão arterial estão elevados é preciso adotar outros indicadores. A bioimpedância, a análise de dobras cutâneas e análises laboratoriais são exames mais precisos.

 

4. Já tentei perder peso várias vezes e não consegui. Como mudar a minha alimentação?

Infelizmente, não há solução fácil, mas você pode adotar algumas estratégias que irão ajudar a perder peso aos poucos.

É preciso lembrar que a obesidade é uma doença crônica. A célula adiposa não é eliminada com o excesso de peso, apenas diminui de tamanho e pode voltar a crescer assim que você descuidar da alimentação e dos exercícios. É por isso que algumas pessoas têm uma tendência maior a ganhar peso.

Uma boa ideia é começar um diário alimentar. Anote tudo o que você come, com o horário e o “sentimento” que a refeição traz. Também é preciso prestar atenção enquanto come e mastigar devagar. Nada de comer no sofá assistindo à TV!

Outra estratégia é estipular pequenas metas, para não se frustrar. Se você precisa emagrecer 10 kg, comece deixando o refrigerante ou a cervejinha apenas para o fim de semana. Ou os doces.

A mesma estratégia vale para a ginástica. A OMS recomenda 150 minutos de atividade física semanal. Isso não significa que você precisa ficar 1h30 na academia! Comece sendo mais ativo no dia a dia. Subir um andar de escadas antes de pegar o elevador, levar o cachorro para passear ou ir a pé até a padaria. Aos poucos, você vai ganhando fôlego para fazer caminhadas mais longas e vai se sentir motivado a procurar uma atividade de que gosta. Vale dançar, nadar, fazer musculação. Só tome cuidado com os exercícios de alto impacto, como a corrida. Se você está muito acima do peso, eles podem sobrecarregar as articulações dos joelhos, por exemplo.

 

5. Meu filho está gordinho, devo me preocupar?

Deve, sim. O sofá e o videogame não podem ocupar o lugar das brincadeiras ao ar livre. Crianças com menos de 5 anos devem ter no mínimo duas horas de atividades diárias. Entre o 5 e os 17 anos, essa atividade pode ser de uma hora, mas sete dias por semana.

Explore opções de exercícios que trazem prazer, como futebol, aula de balé, de natação e até brincar de pega-pega. Só não vale ficar parado.

Outra questão fundamental é a alimentação. Todo mundo sabe que criança gosta de chocolates, salgadinhos, refrigerantes, hambúrgueres, batatas fritas e doces. Eles podem comer tudo isso, desde que com moderação. A base da alimentação deve incluir frutas, legumes, verduras, grãos e proteínas magras.

 

Os benefícios serão maiores quanto mais cedo começar a mudança de atitudes. Para os momentos mais difíceis, procure ajuda médica. O profissional irá indicar o melhor tratamento para você (se também for obeso) e para o seu filho.

 

O Hospital Presidente conta com uma equipe médica eficiente e bem preparada para casos de obesidade. Para agendar sua consulta ou check-up, ligue para (11) 2261-6611, ramal 1085, e fale com a Ana Paula. Você pode ainda enviar um e-mail para [email protected].

 

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