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Setembro Verde: cinco dúvidas sobre a doação de órgãos

doação de órgãos

Espalhe amor. Doe órgãos. Salve vidas.

Tema da campanha Setembro Verde quer despertar as pessoas para esse grande gesto de solidariedade.

 

A doação de órgãos é a chance de viver para mais de 35 mil pessoas aqui no Brasil. A campanha Setembro Verde quer conscientizar as pessoas de que todos podem ser doadores.

Neste texto vamos responder às cinco principais dúvidas sobre a doação. É preciso agir rápido para salvar vidas e evitar a perda de órgãos compatíveis.

O Brasil hoje é o país com o maior sistema público de transplantes no mundo. 95% das cirurgias de captação e doação de órgãos são totalmente financiadas pelo SUS. Mesmo assim, mais de 35 mil pessoas estão na fila de espera por um órgão enquanto você lê este texto.

 

Como ser doador

A doação acontece em um momento muito difícil para as famílias. Perder alguém é sempre uma grande dor. No Brasil, só a família pode autorizar a doação. Mesmo que você registre sua vontade em cartório, testamento ou até em redes sociais, isso não adianta. A decisão da família é a palavra final.

Para muitos, saber que a perda de uma pessoa querida pode significar a vida de outras pessoas é um grande conforto. Converse com a sua família hoje e declare o seu desejo.

 

O que você precisa saber

Há muitos detalhes no processo de doação que quase ninguém sabe. Para ajudar você a entender melhor o assunto, vamos contar aqui alguns dos principais passos da doação.

1.Todo mundo pode ser doador?

Crianças, jovens, adultos e até idosos podem ser doadores, mas é preciso adotar critérios de seleção para que apenas órgãos saudáveis sejam doados. No Brasil, só há restrição absoluta à doação de pessoas com AIDS, doenças infecciosas e câncer.

 

2. O que é morte encefálica?

A condição ideal para a doação é quando a morte encefálica é confirmada. Isso significa que não há mais atividade cerebral. A condição é irreversível. A confirmação acontece com duas avaliações de dois médicos que não fazem parte da equipe de doação. É quando o médico avisa a família e a equipe de transplantes oferece a possibilidade da doação. A comunicação humanizada é muito importante. Acolhe a dor da família e pode apoiar a decisão de salvar outras vidas.

 

3. O que é transplante intervivos?

Pessoas vivas também podem ser doadoras. É possível doar um dos rins, parte do fígado, da medula óssea e do pulmão. A pessoa que irá receber deve ser o cônjuge ou parente do doador até o quarto grau. Não parentes podem doar apenas com autorização judicial.

 

4. Por que é preciso agir rápido?

Após a morte encefálica, o coração mantém a circulação, mas, por pouco tempo. A Associação Brasileira de Doação de Órgãos afirma que 47% das famílias recusam a doação por falta de informação, por isso é tão importante conversar com seus parentes e contar a sua decisão.

Cada órgão tem um tempo de preservação. Veja:

  • Coração: 4 horas;
  • Pulmão: de 4 a 6 horas;
  • Tecidos: 6 horas;
  • Rins: 48 horas;
  • Fígado e pâncreas: 12 horas.

É esse o intervalo de tempo para a identificação da pessoa que vai receber o órgão. Ela também precisa chegar ao hospital e ser preparada a cirurgia nesse período. É uma verdadeira corrida contra o relógio e pela vida. Após esse tempo, o órgão não poderá ser mais usado.

 

5. A família ainda pode fazer sua cerimônia de despedida?

Sim. Após a morte encefálica o paciente continua na UTI até as cirurgias de retirada dos órgãos. Elas não causam nenhuma deformação e o corpo pode ser velado normalmente. A família pode fazer sua cerimônia de despedida de acordo com a sua religião ou vontade da pessoa que partiu.

 

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