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Quando a criança tem problema de coração

crianças cardíacas

Má alimentação e falta de exercícios estão levando as doenças de gente grande para o universo infantil.

 

Correr, pular, brincar. As atividades de criança têm sido deixadas de lado por causa da vida moderna. Não há tanto espaço em casa, o videogame ganhou o lugar das brincadeiras de rua e a alimentação saudável parece perder espaço para os salgadinhos, pizzas e congelados. 

 

Os maus hábitos estão deixando as crianças obesas. Isso pode trazer riscos para o coração. Entenda quais são esses riscos e como identificá-los antes que eles ameacem a saúde dos seus filhos.

 

Vida boa é a de criança. Brincar com os amigos, aprender, crescer e não ter preocupações de gente grande. Pelo menos era assim há alguns anos. Atualmente, porém, há vilões invadindo o universo infantil. Eles se chamam colesterol alto, diabetes, hipertensão e até espessamento da carótida. Doenças de adultos cada vez mais comuns em crianças.

Para especialistas, o principal responsável pela má saúde do coração infantil é a obesidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 33% das crianças entre 5 e 9 anos estão acima do peso. Isso significa que um terço das nossas crianças pode ter risco elevado de desenvolver problemas no coração.

 

Doenças cardíacas mais comuns na infância

Não é só a obesidade que preocupa pediatras e cardiologistas. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que 80% das crianças têm algum tipo de sopro no coração durante a vida.

O sopro é uma alteração na passagem do sangue pelo coração. Quase sempre é naturalmente reversível. O próprio tempo e o desenvolvimento natural da criança tratam de corrigir o problema, mas é preciso investigar para ter certeza que o sopro não está relacionado a nenhum outro comprometimento no músculo cardíaco.

Já a arritmia cardíaca é uma alteração elétrica que provoca mudanças no ritmo das batidas do coração. Se as batidas se aceleram, há taquicardia e a sensação de que o coração disparou. Quando as batidas têm seu ritmo diminuído, ocorre o que os médicos chamam de braquicardia. Outro fenômeno comum é o descompasso, quando o coração bate sem ritmo, ora acelerando, ora diminuindo muito o ritmo das batidas.

Essas alterações podem provocar falta de ar, dor no peito, tonturas, desmaios e, em casos graves, morte súbita. Se a criança se queixar ou você perceber algum desses sintomas, converse com o pediatra. Talvez seja necessária uma avaliação com o cardiologista.

Entre as doenças cardíacas infantis, a mais perigosa é a miocardite. É uma inflamação no músculo cardíaco, geralmente provocada pela evolução de um quadro viral. É a causa mais comum de dilatação e disfunção no coração durante a infância. Pode ser provocada por uma gripe causada por adenovírus, influenza e vírus sincicial respiratório (um dos muitos vírus que podem causar, por exemplo, a bronquiolite) ou ainda por enterovírus, o mesmo que provoca a diarreia. Esses patógenos não alteram a estrutura do coração, mas inflamam o músculo cardíaco, impedindo o bombeamento correto do sangue. Isso leva a um quadro de insuficiência cardíaca, que pode ser muito grave.

Algumas bactérias e outras doenças virais como a rubéola, a catapora e a infecção por citomegalovírus (vírus da família do herpes) também podem evoluir para miocardite. A boa notícia é que, na maioria dos casos, a criança se recupera totalmente, sem ter sequelas.

 

Quando fazer o check-up cardiológico nos pequenos?

O pediatra é o médico ideal para acompanhar o desenvolvimento da criança. Assim, ele é o primeiro especialista a ser procurado, mesmo quando a criança apresenta dificuldades com o coração. Ele irá pedir os exames diagnósticos e indicar um pediatra cardiologista, se necessário.

Os pais ou responsáveis devem ficar atentos aos seguintes sinais de cardiopatia infantil:

  • Cansaço excessivo em situações aparentemente comuns;
  • Dificuldade de ganhar peso;
  • Infecções pulmonares de repetição;
  • Palidez, palpitação e mãos e pés azulados.

 

A maior dificuldade para os adultos perceberem que algo não vai bem com o coração das crianças é que as doenças cardiovasculares podem não apresentar sintomas. Quase sempre os primeiros sinais só se manifestam quando o quadro já se agravou bastante.

De modo geral, os especialistas recomendam que crianças acima do peso ou se há casos de cardiopatias na família façam um ecocardiograma a partir dos 2 anos. Não havendo essas condições, o exame só é necessário a partir dos 5 anos.

 

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