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Covid-19: conheça as vacinas que estão em teste no Brasil

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O país tem acordos com quatro grandes laboratórios para pesquisas de fase 3, a última antes da aprovação para uso na população.

 

A pandemia de SARS-CoV-2 ainda afeta o planeta, porque as taxas de contágio continuam elevadas. O26

 

Os cientistas estão trabalhando incansavelmente na busca de uma vacina contra a covid-19. Em apenas seis meses, de março a setembro, dez vacinas já atingiram a fase 3 de testes clínicos. Quatro delas estão sendo testadas no Brasil, por meio de acordos entre os governos federal e estaduais e os laboratórios de pesquisa.

Algumas descobertas desde o sequenciamento genético do novo coronavírus aceleraram esse desenvolvimento. A primeira é que nosso organismo consegue combater o vírus sozinho. A maioria das pessoas não apresenta sintomas. A vacina pode, então, ajudar nosso corpo a neutralizar o vírus. Além disso, os cientistas descobriram uma glicoproteína estável na espícula (estrutura pontiaguda que permite a fixação do vírus às células). O coronavírus já sofreu várias mutações, mas essa glicoproteína parece se manter estável, sem alterações.

A boa notícia é que humanidade já aprendeu a fazer vacinas há muito tempo. Ainda é um desafio imenso, mas não exige descobertas revolucionárias, como para conseguir curar o câncer, por exemplo.

 

Como é a pesquisa clínica

Tudo começa nos tubos de ensaio, com os testes in vitro. Depois, os cientistas costumam fazer experiências em roedores e primatas. Os organismos desses animais são obviamente muito diferentes do nosso, mas é possível descobrir se os resultados dos tubos de ensaio podem ser reproduzidos em organismos vivos. Essa fase é chamada de pesquisa pré-clínica, antes do início de testes com as pessoas.

A etapa com seres humanos se chama pesquisa clínica e tem três fases. Na fase 1, os cientistas investigam os riscos de alta toxicidade e reações adversas em um grupo muito pequeno de pessoas, sempre adultos saudáveis. A segunda fase inclui dezenas de pessoas, com perfis variados. É quando se começa a testar a eficácia da vacina. Se as fases 1 e 2 forem bem-sucedidas, inicia-se a terceira fase, com um número de voluntários muito maior.

No Brasil, quem avalia os resultados das fases anteriores e autoriza a fase 3 é a Anvisa.

O Brasil tem recebido muitos pedidos de autorização para esses testes porque o vírus está circulando muito ativamente pelo país. Essa é uma condição essencial para a avaliação final. Metade dos voluntários receberá a vacina, a outra metade receberá apenas um medicamento placebo, sem efeito. Se as pessoas que receberem a vacina não contraírem o vírus mesmo em uma região onde ele está ativo, sua eficácia estará comprovada.

 

Quais são as vacinas em teste no Brasil?

  • Oxford
    Em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, a Universidade de Oxford utiliza um adenovírus alterado geneticamente com a glicoproteína do novo coronavírus. No Brasil, 10 mil pessoas participam dos testes da fase 3, capitaneada pela Unifesp. O estudo foi interrompido brevemente, quando um voluntário apresentou sintomas adversos graves, depois foi rapidamente retomado porque se comprovou que o episódio não estava ligado à nova vacina.
  • Coronavac
    É a mais avançada e já tem autorização de uso emergencial. Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, usa fragmentos inativos do novo coronavírus. Esse é um recurso usado por muitas vacinas, inclusive a da gripe. No Brasil, está em teste com 9 mil pessoas, sob o gerenciamento do Instituto Butantan. O órgão já se prepara para produção em grande escala, em caso de sucesso.

  • Pfizer
    A parceria é com o laboratório alemão de biotecnologia BioNTech. Usa um RNA mensageiro para estimular o organismo a produzir uma proteína específica do coronavírus e, assim, provocar a imunização. Está sendo testada em 2 mil voluntários brasileiros. É coordenada no Brasil pelo Centro Paulista de Investigação Clínica (CEPIC).
  • Johnson & Johnson
    A mais nova vacina a entrar na lista tem dois diferenciais: será aplicada em dose única e não precisa ser congelada, o que facilita sua distribuição. Também usa um adenovírus modificado para carregar a glicoproteína e, assim, ativar o sistema imunológico. No Brasil, mas de 7 mil pessoas receberão a vacina na fase de testes.

 

O Hospital Presidente desenvolveu um protocolo de atendimento especial para os pacientes com sintomas respiratórios que já salvou muitas vidas. Se você apresentar sintomas como febre e dificuldade para respirar, não hesite. Busque atendimento médico imediatamente.

Nosso serviço de pronto atendimento funciona 24h e conta com dois plantonistas totalmente dedicados a casos suspeitos. O Hospital Presidente está na Avenida Nova Cantareira, 2.398, bem próximo à estação Tucuruvi do metrô. Possui fácil acesso tanto pela Avenida Tucuruvi como pela Avenida Água Fria.

 

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