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Desinformação sobre a eficiência das vacinas trazem o fantasma de doenças para mais perto de todos

vacinas

Precursora dos medicamentos biológicos, que são a nova esperança de cura na Medicina, as vacinas são acusadas de fazer mal para as pessoas mesmo depois de salvar milhões de vidas.

 

A primeira vacina surgiu para livrar o mundo do vírus da varíola. A lista de doenças que as vacinas já erradicaram é imensa, mas bastou uma publicação falsa para sua reputação ficar manchada para sempre. O movimento antivacina espalha falsas teorias e ameaça a saúde de todos. Saiba qual foi essa primeira publicação falsa e também quais são as principais mentiras sobre as vacinas

 

O médico britânico Edward Jenner desenvolveu a primeira vacina em 1796 ao inocular o vírus bovino da varíola, menos agressivo que o vírus humano, em um menino de 8 anos. Depois que a criança manifestou apenas sintomas muito leves, o médico repetiu o procedimento e descobriu que a criança estava imune. A iniciativa não é cruel como pode parecer. Jenner se baseou na experiência com trabalhadores do campo, expostos ao vírus bovino e que pareciam imunes ao vírus da varíola humana. O resultado foram milhares de vidas poupadas e a erradicação do vírus.

A técnica de Jenner foi reproduzida com sucesso contra muitas outras doenças infectocontagiosas até que, em 1998, o médico inglês Andrew Wakefield associou a vacina tríplice viral ao aumento de casos de autismo. O artigo de Wakefield, publicado na Lancet, uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, teve o efeito de um terremoto. Os pais passaram a se recusar a vacinar os filhos. Não adiantou nada revelar, logo depois, que Wakefield era pago por advogados envolvidos em processos por compensação de danos vacinais. A própria Lancet se retratou e constatou que os dados eram falsos, só que o estrago já estava feito.

Um movimento antivacina tomou corpo, espalhando outras mentiras sobre as vacinas mundo afora. Doenças já erradicadas em alguns países, como o sarampo e a poliomielite, ressurgiram, por isso é tão importante ter acesso à informação correta e não compartilhar notícias falsas, especialmente sobre os benefícios da vacinação. Conheça algumas mentiras que circulam nas redes sobre as vacinas.

 

As vacinas causam muitos efeitos colaterais perigosos

Mito. Em geral, as vacinas causam apenas dor no local da picada. Algumas pessoas podem ainda apresentar febre leve e indisposição. Seus efeitos colaterais, mesmo raros, são muito mais brandos do que de doenças que elas combatem, como a poliomielite, que causa paralisia cerebral.

 

As vacinas só existem por causa dos interesses dos grandes laboratórios e da corrupção nos governos

A imunização é uma das formas mais eficientes e baratas de saúde pública. É claro que os laboratórios têm lucros milionários com a venda das vacinas, mas não é verdade que elas têm um custo abusivo para os sistemas de saúde públicos. É muito mais econômico prevenir do que tratar qualquer doença. Aliás, o calendário de vacinação infantil do Ministério da Saúde brasileiro é um dos mais completos e elogiados do mundo.

 

Não preciso tomar a vacina porque tenho acesso a saneamento básico e a bons hábitos de higiene

Todos deveriam ter, mas, infelizmente, isso não é suficiente para conter o avanço dos vírus. É importante lavar as mãos com água e sabão, higienizar os alimentos e contar com um bom sistema de tratamento de esgoto. Só que essas medidas não garantem a sua imunização contra todas as doenças.

 

Meu filho não precisa tomar a vacina porque as outras crianças estão protegidas

Cuidado! Basta que seu filho tenha contato com apenas uma criança contaminada, mesmo que ela esta esteja imunizada e apresente apenas os sintomas leves de qualquer doença, seu filho não terá a mesma proteção.

 

As doenças infectocontagiosas não são graves como antigamente e por isso as vacinas são desnecessárias

Você sabia que o sarampo pode causar encefalite e cegueira permanente? As doenças infectocontagiosas não são processos naturais da infância. A última campanha de vacinação para sarampo aqui no Brasil tinha como alvo os adultos. É importante lembrar que algumas vacinas precisam de doses de reforço ao longo da vida. Na hora de fazer seu check-up, não deixe de conferir se a sua carteira de vacinação também está em dia.

 

As vacinas contêm metais pesados e componentes tóxicos que podem prejudicar a saúde

Algumas vacinas usam substâncias como formaldeídos, mercúrio e alumínio na sua produção ou conservação. Em altas dosagens, todos esses elementos são tóxicos, mas, na quantidade presente nas vacinas, são inofensivos. A Food and Drug Administration, agência norte-americana de controle e regulamentação de alimentos e remédios, afirma que a concentração de mercúrio nas vacinas é de 25 µg (microgramas) a cada 0,5 ml. É uma quantidade menor do que a que se encontra em uma lata de atum.

 

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