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Novembro Laranja: doenças do ouvido precisam de atenção

doenças no ouvido

Você já ouviu um barulhinho como um motor ligado, apito ou panela de pressão quando tudo está em silêncio? Se sim, você sofre de zumbido no ouvido e precisa procurar o médico. O zumbido não é uma doença, mas um sintoma de que algo não está bem no ouvido ou no corpo. Entenda mais sobre o tema e descubra por que a perda auditiva está crescendo rápido, especialmente entre os mais jovens.

Misofonia e hiperacusia também são alvos da conscientização promovida pela campanha.

 

A Associação de Pesquisa Interdisciplinar e Divulgação do Zumbido (Apidiz) estima que mais de 34 milhões de pessoas sofrem com o zumbido. Não se trata de um ruído externo, o zumbido é um barulho que você pode ouvir dentro do ouvido. Algumas pessoas afirmam que o zumbido “está dentro da cabeça”. Parece estranho, não é mesmo? Ele acontece quando o ouvido passar a trabalhar sem qualquer estímulo, mesmo no silêncio. Pode atrapalhar o sono, a capacidade de concentração e até o equilíbrio emocional.

Sua causa tem inúmeros fatores e é preciso conhecer o estilo de vida da pessoa para tentar identificar a origem do problema. Músicos e profissionais da indústria e construção civil estão expostos a ambientes “barulhentos”, por exemplo. Há ainda outras causas como doenças preexistentes, hereditariedade e até alimentação.

 

Sinal de alerta

O mais importante para se entender é que zumbido não é doença, mas um sintoma. Pode surgir repentinamente e desaparecer. Pode ser esporádico, ou seja, a pessoa só ouve de vez em quando, ou pode ser contínuo; quando isso acontece, afeta muito a qualidade do sono e da vida da pessoa. Há uma diminuição imediata da capacidade de concentração, despertares noturnos, impacto na produtividade, no trabalho e em outras atividades diárias. O equilíbrio emocional também é atingido e pode levar a quadros depressivos.

As principais doenças e comportamentos que podem causar o zumbido são:

  1. Perda auditiva relacionada à deterioração das células sensoriais ou alterações nos ossículos do ouvido ou na condução do som;
  2. Envelhecimento, exposição a ruídos intensos, ouvir música alta frequentemente – o risco é maior com o uso de fones de ouvidos;
  3. Excesso de cera;
  4. Doença de Ménière – outros sintomas são a vertigem e a perda da audição;
  5. Neurinoma do acústico – tumor raro que atinge o nervo auditivo;
  6. Distúrbios da articulação temporomandibular (ATM) e outros problemas odontológicos;
  7. Alterações metabólicas relacionadas ao açúcar, gorduras e deficiência de vitaminas;
  8. Alterações hormonais, tanto da tireoide como sexuais
  9. Hipertensão e arritmia cardíaca;
  10. Distúrbios psiquiátricos, como depressão e ansiedade;
  11. Malformações de vasos da cabeça e do pescoço;
  12. Maus hábitos alimentares – excesso de açúcar, café ou jejum prolongado;
  13. Cigarro e bebidas alcoólicas pioram a percepção do zumbido;
  14. Alguns medicamentos como antidepressivos, quimioterápicos, alguns antibióticos e anti-inflamatórios e até AAS.

 

Misofonia e hiperacusia: outras doenças auditivas que merecem atenção

A misofonia é uma forte reação a sons como gotas de água, mastigação ou ruídos repetitivos, como as batidas de um lápis na mesa. Causa intensa irritação e até fúria ou pânico ao ouvir os sons desencadeantes. O tratamento exige terapia e uso de proteção auditiva.

Já a hiperacusia é uma sensibilidade anormal a certas frequências ou volumes de som. Não precisam ser altos, os sons do dia a dia, como água corrente, ventiladores ou campainhas podem ser uma tortura. Está presente em até 25% das pessoas que têm zumbido. O tratamento inclui proteção auditiva e exposição controlada aos ruídos desencadeantes, com acompanhamento profissional. Não tente fazer essa exposição sozinho em casa, é muito perigoso.

 

Música alta

A popularização dos videogames e dos celulares com fones de ouvido pode ser a causa do aumento do zumbido e da perda auditiva na população, especialmente entre os mais jovens, já que eles usam mais esses acessórios. Por isso, fique atento ao volume da música no seu fone de ouvido e também no ambiente. O ideal é que o som não seja superior a 75 decibéis.

 

O Hospital Presidente conta com uma equipe de otorrinolaringologia altamente capacitada. Se você ouve um barulhinho estranho mesmo quando tudo está em silêncio, saiba que isso não é normal. Você não precisa aprender a conviver com esse problema. É só agendar uma consulta com o nosso time no telefone (11) 2261-6611, ramal 1085, com Ana Paula. Você pode ainda enviar um e-mail para [email protected].

 

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