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Dezembro Vermelho: diagnóstico de AIDS não é mais sentença de morte

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Novos medicamentos já apontam para a cura.

Nos anos 1980 e 1990, uma doença misteriosa roubou a vida de muitos jovens artistas. Rapidamente se alastrou pelo mundo e tornou-se uma ameaça para todos. Hoje, quase 40 anos depois, a AIDS já é considerada uma simples “doença crônica”, ou seja, é possível viver bem, desde que se mantenha o controle do HIV e seus efeitos no nosso sistema imunológico, mas ainda há esperança de cura. Leia mais a seguir.

 

Você sabia que HIV e AIDS não são a mesma coisa? A AIDS, ou síndrome da imunodeficiência humana, é a doença provocada pelo vírus HIV. 38 anos depois das primeiras pesquisas é possível ter o vírus e não desenvolver AIDS. Isso graças ao diagnóstico cada vez mais eficiente e aos medicamentos antirretrovirais. Esses medicamentos combatem o vírus antes que ele destrua nossas células de defesa. Com o sistema imunológico fortalecido, a AIDS e outras doenças oportunistas não têm chance de atacar.

 

O que já se sabe?

A campanha Dezembro Vermelho marca a luta para a conscientização e para o combate à AIDS. Ainda busca-se a cura, mas já é possível viver, ter relações sexuais e filhos mesmo sendo soropositivo, ou seja, carregando o vírus HIV no organismo.

Os retrovírus como o HIV têm seu material genético envolvido por uma “capa” de proteína. É assim que eles conseguem penetrar as células e se replicar. No Brasil, os medicamentos antirretrovirais são distribuídos gratuitamente pelo SUS. O problema é que o Ministério da Saúde estima que mais de 130 mil brasileiros têm HIV sem saber. Essas pessoas ainda não apresentam sintomas, mas transmitem o vírus e podem contaminar os outros.

 

O que não mudou

A principal forma de transmissão do HIV são as relações sexuais, sejam elas hétero ou homossexuais, em todas as idades, por isso é preciso suspeitar de um diagnóstico positivo sempre que você tiver relações desprotegidas. Hoje já há testes de farmácia que em 30 minutos acabam com a dúvida. Você pode também buscar ajuda e orientação no posto de saúde mais próximo ou com seu médico infectologista.

O mais importante é não perder tempo. O HIV tem um longo período de incubação. Como você não sentirá nenhum sintoma, talvez pense que não foi contaminado. Porém, o vírus pode estar presente, esperando o momento certo para atacar. Por isso, não se descuide, faça o teste e comece a usar preservativo em todas as relações. Esse cuidado vai proteger você não apenas do HIV, mas também de outras doenças sexualmente transmissíveis, como a sífilis.

 

Como participar da campanha

O laço vermelho foi criado em Nova York em 1991 por um coletivo de artistas chamado Visual AIDS, para marcar o Dia Mundial de Combate à AIDS. A data é comemorada no dia 1º de dezembro.

A cor vermelha foi escolhida para representar o sangue e a paixão. O formato de laço é inspirado no laço amarelo que honrava os soldados norte-americanos enviados para a Guerra do Golfo. Usar o laço vermelho significa um “não” ao preconceito e um “sim” à solidariedade e à esperança de cura. Muitas pesquisas caminham nesse sentido em todo o mundo. Algumas inclusive aqui no Brasil, liderados pela Unifesp, com foco em medicamentos antirretrovirais.

 

O Hospital Presidente conta com uma equipe de infectologia que pode orientar você sobre o momento adequado para fazer o teste de HIV. Para agendar uma consulta é só ligar para (11) 2261-6611, ramal 1085, e falar com a Ana Paula. Você pode ainda enviar um e-mail para [email protected].

 

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