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Bicho geográfico: comum nas praias brasileiras, não é grave, mas provoca coceira e inflamação na pele

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Não estrague o verão de ninguém: praia não é banheiro de pet! Também é preciso ter cuidado com parques, praças e tanques de areia em parquinhos de crianças.

De repente, você começa a sentir algo andando debaixo da sua pele. O trajeto fica marcado na superfície e, algumas vezes, parece um mapa. Quando isso acontece, pode ser contaminação por bicho geográfico, um tipo de larva da família dos ancilostomídeos. Causa coceira e inflamação na pele. Não é grave, mas é preciso ir ao médico e usar o remédio certo para sarar.

 

As larvas de ancilostomídeos, também conhecidas aqui no Brasil como bicho geográfico, provocam uma doença comum em países tropicais. Você pode se contaminar no Caribe, Américas Central e do Sul, África e até nos cenários não tropicais da Europa. Se há areia e cachorro ou gato, há o risco de contaminação.

Nem todo mundo educa seus animaizinhos de estimação para não fazer necessidades na rua. Por sorte, a larva migrans, nome oficial da doença conhecida como bicho geográfico, não causa um problema grave. O parasita penetra a pele com uma picadinha, que pode se confundir com a picada de um inseto. Depois de três ou cinco dias, aparecem os primeiros sintomas. A larva pode ter gerado só um ou dois bichinhos, mas podem ser mais.

Você vai sentir algo andando sob a sua pele. Coceira e inflamação são comuns, também. Como esse tipo de larva só sobrevive no intestino de gatos e cachorros, ela está procurando um caminho para chegar ao seu intestino. Sem conseguir penetrar as camadas mais profundas da pele e atingir a corrente sanguínea, o bichinho fica ziguezagueando. O trajeto fica marcado na pele, criando o efeito que deu o nome popular à doença, porque pode se parecer com um mapa.

 

Como evitar

Pode ser gostoso andar descalço na areia, mas é melhor evitar. Segundo a Associação Brasileira de Dermatologia, até 75% dos casos acontecem nos pés e pernas. Sentar na areia sem uma toalha ou canga também é um risco.

É melhor evitar o contato direto também com grama e terrenos arenosos. Sabe o tanque de areia no parquinho das crianças? Os gatos e cães adoram fazer xixi e cocô lá. Se estiverem contaminados, vão transmitir a doença. A pele das crianças é especialmente vulnerável, por ser mais fina, transformando os pequenos em alvos do parasita.

Há ainda casos de infestação nos braços e nas costas. São mais raros, mas costumam ser quadros com mais parasitas, porque a área de contaminação é maior. Assim, nunca deite sem a proteção de uma toalha na grama ou em lugares com areia, especialmente se você sabe que cães e gatos circulam por ali.

 

Como tratar

Pode até acontecer de a doença desaparecer espontaneamente, em algumas semanas, principalmente se for causada por uma quantidade pequena de parasitas, mas isso não é comum. O ideal é procurar ajuda médica assim que os sintomas aparecem.

É proibido tentar remover o bichinho em casa. Você vai lesionar a sua pele e abrir caminho para infecções mais graves.

No consultório, o médico vai confirmar o diagnóstico com exame clínico. O remédio adequado pode ser oral ou em forma de pomada.

Se você voltou da praia sentindo coceira e com a sensação de algo andando sob a sua pele, agende um consulta com nosso time de infectologia. Pode ser pelo telefone (11) 2261-6611, ramal 1085, com a Ana Paula ou pelo e-mail [email protected].

 

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