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Terceira idade: distanciamento social pode agravar sensação de isolamento

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O impacto da pandemia atinge também quem não foi contaminado. A solidão entre a terceira idade tende a aumentar sem o contato físico com a família.

Perder a autonomia para as tarefas simples, como ir ao banco ou ao supermercado, também faz afeta. Os prejuízos podem ser emocionais, físicos e até cognitivos. Chegamos sãos e salvos até aqui e é hora de todos darem um basta na tristeza e encontrar uma forma de se manter ativos mesmo dentro de casa. Confira algumas dicas que preparamos a seguir e saiba como evitar esse comportamento, que é um fator de risco para muitas doenças.

 

Se você está na terceira idade e anda se sentindo triste, saiba que não está sozinho. A Faculdade de Medicina da UFMG aponta impactos físicos, emocionais e até cognitivos causados pela pandemia. É a solidão por estar longe dos amigos e, principalmente, da família. O temor pelos que amamos, o sentimento de dependência, por não poder sair de casa nem para pagar uma conta ou ir à padaria, tudo isso aumenta a ansiedade e o sentimento de solidão.

O problema é que a pandemia não é brincadeira, principalmente para os grupos de risco. Segundo o Ministério da Saúde, o número de mortes por síndrome respiratória aguda grave é maior na terceira idade. É preciso, assim, respeitar o distanciamento social e se proteger, mas, distanciamento não precisa ser solidão. Veja a seguir três dicas para você se manter ativo e poder atravessar essa fase difícil. Logo a vacina vai chegar e poderemos estar com as pessoas novamente.

 

Nada de ficar sentado na frente da TV

Dados da pesquisa Convid, conduzida pela UFMG, pela Fundação Oswaldo Cruz e pela Unicamp, mostram que a terceira idade está passando até 3h30 diante da televisão, todo dia. É quase uma hora a mais da média que os especialistas já consideravam muito alta antes da pandemia. É hora de sair da frente da TV, especialmente se as notícias estão você deixando ansioso. Ocupe-se. Arrume a cama, lave a louça, prepare as suas refeições, cuide da casa, das roupas e do jardim. Tente estabelecer uma rotina estruturada com horários para se alimentar, fazer suas atividades e, principalmente, dormir e acordar no mesmo horário. A rotina traz um sentimento de segurança importante neste momento que atravessamos.

 

Mexa-se!

A Organização Mundial de Saúde já alertou que só 15% das pessoas com mais de 60 anos tem feito 150 minutos de atividade física semanal. Antes da pandemia, o índice era de quase 30%. Ficar parado aumenta o risco de quedas e pode afetar o equilíbrio e a liberdade de movimentos.

Mexa-se! Encontre uma forma de se exercitar, mesmo que seja caminhando em círculos ou fazendo alongamentos dentro de casa. Se você tiver um jardim ou quintal, não se esqueça do sol, 15 minutos no início da manhã ou no fim da tarde vão trazer todos os benefícios da síntese da vitamina D e mais disposição para o dia a dia.

 

Desafie a sua mente!

Outro risco do isolamento social é para a memória. Sem se preocupar com coisas simples, como a data de vencimento da conta de luz, é fácil perder alguns neurônios. Deixe as tarefas externas para os mais jovens e encontre outras para você. Podem ser palavras cruzadas ou ler um bom livro. Vale até tagarelar com os amigos e a família. Melhor se for pela internet, aprendendo a fazer videochamada. Aprender coisas novas é um excelente exercício para o seu cérebro.

 

E sabe aquele hobby que mesmo depois de aposentado você não encontrava tempo de fazer? A hora é agora! Vale até se matricular num curso on-line. São muitas as opções. Com certeza, você vai encontrar algo que o interessa e motiva.

 

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