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Fevereiro Laranja: doar a medula óssea ajuda a salvar vítimas de leucemia

fevereiro laranja

Apenas 25% dos pacientes que precisam de transplante de medula para enfrentar a leucemia encontram doadores entre os familiares. A campanha Fevereiro Laranja é um convite à conscientização de doadores voluntários, essenciais para salvar vidas.

 

Não há burocracia para ajudar e nem riscos para a saúde. Ser doador de medula óssea é mais fácil do que se imagina. Ainda assim é muito difícil encontrar um doador compatível. Saiba por que isso acontece e também como se voluntariar não somente o Fevereiro Laranja.

 

Cada tipo de leucemia tem sintomas e tratamentos diferentes. Em comum, todas as leucemias têm um diagnóstico muito simples. É a partir de um hemograma simples que o sinal de alerta é aceso. Por isso, não deixe de realizar o check-up ao perceber alterações no corpo, como manchas e cansaço excessivo. Isso vale também para as crianças. Diferentemente de outros tipos de câncer, a leucemia não é comum só na fase adulta ou entre os idosos. Pode atingir as pessoas de qualquer idade. Por isso a importância da campanha Fevereiro Laranja.

A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale) explica que a leucemia é um tipo de câncer que atinge o sangue. Há muitas formas diferentes de leucemia, de acordo com a célula que é atingida. A doença ocorre principalmente devido a uma mutação genética que altera células, como os glóbulos vermelhos e brancos. Os glóbulos vermelhos ou hemácias são os responsáveis pelo transporte do oxigênio e do gás carbônico no nosso organismo. Já os glóbulos brancos são como um exército de defesa para nos proteger das doenças.

 

Por que o transplante de medula óssea é tão importante?

Outro ponto comum entre as leucemias é a necessidade de um transplante de medula óssea quando outros tratamentos falham. Essa medida é muito eficiente, porém, apenas 25% dos pacientes encontram um doador entre a família. Os demais precisam de um doador voluntário. Estima-se que a chance de encontrar esse doador seja de 1 em 100 mil.

 

Como você pode ajudar

Ser um doador voluntário é fácil. Não é preciso nenhuma burocracia. Todas as pessoas com idade entre 18 e 55 anos, com boas condições de saúde, podem se voluntariar.

Neste link você encontra o hemocentro mais próximo da sua casa. Lá, você fará uma pequena doação de sangue. Com esta amostra é feita a avaliação de doenças crônicas ou infectocontagiosas que possam impedir a doação. Você receberá o resultado dessa avaliação em casa.

A amostra permite também a análise do seu antígeno leucocitário humano (HLA). Esse antígeno é responsável por reconhecer as células do nosso organismo e combater as invasoras, que podem causar doenças. É preciso que o HLA seja compatível para não haver rejeição.

Os seus dados são confidenciais e ficam guardados no  Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME).  Mantenha seu cadastro sempre atualizado, informando quando mudar de endereço ou telefone.

 

A doação

Quando alguém compatível é encontrado, o doador voluntário é convidado a confirmar a doação. São necessários alguns exames, que não exigem qualquer alteração na rotina. Dependendo do resultado desses exames, a doação pode ser feita em um centro cirúrgico com punção lombar, anestesia e 24h de internação.

A medula óssea é diferente da medula espinhal. A medula espinhal é responsável pelas terminações nervosas que permitem nossos movimentos. A medula óssea é popularmente conhecida como “tutano”. Está no interior dos nossos ossos e é responsável pela produção das células sanguíneas.

Não há riscos e nem complicações após a doação. Pode ocorrer apenas dor local por alguns dias. Depois de duas semanas, as células extraídas já são repostas naturalmente pelo organismo. A mesma pessoa pode doar mais de uma vez, com um intervalo de seis meses.

É possível fazer a doação também por um processo chamado aférese. O doador precisa tomar um medicamento por cinco dias para elevar a presença de células-troncos na corrente sanguínea. Em seguida é feita uma espécie de transfusão, em que apenas essas células são extraídas e o doador recebe o sangue de volta. Apenas o médico pode indicar qual a melhor opção para a doação.

 

Se você se sente cansado ou percebeu alguma alteração no seu organismo, como manchas ou dor, é indicado fazer um check-up. Quando os sintomas estão indefinidos, a melhor opção é o clínico-geral. Ele pode avaliar sua saúde e encaminhar você para o melhor especialista, se for necessário. Para agendar uma consulta no Hospital Presidente, basta ligar para (11) 2261-6611, ramal 1085, e falar com a Ana Paula. Você pode ainda enviar um e-mail para [email protected].

 

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