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Fibromialgia: a dor que é invisível, mas, real

fibromialgia

A fibromialgia ainda é incurável e com origens desconhecidas. A doença pode ser controlada e ser devolvida a qualidade de vida às pessoas.

 

Só no fim da década de 1980 descobriu-se uma doença que causa dor por todo o corpo. Os sintomas são persistentes e incluem também fadiga, intolerância ao toque e ao exercício físico. Sabe-se muito pouco ainda sobre a fibromialgia, mas o mais importante é que a Medicina já sabe como acabar com a dor. Leia mais neste texto.

 

Não há nenhuma inflamação, articular ou muscular, nem qualquer sinal de trauma. Não há motivos para sentir dor. Mas o corpo todo dói.

A fibromialgia é uma doença reumatológica, só reconhecida pela Medicina em 1987. Isso aconteceu apenas porque novos tomógrafos captaram as regiões do cérebro associadas à dor que estavam ativadas sem nenhum motivo nesses pacientes.

Em geral, existem dois caminhos para a dor: o físico ou o resultado do estresse, que causa tensão muscular. Algumas vezes, o quadro de fibromialgia surge depois de algum trauma físico ou emocional, mas pode aparecer quando tudo está bem.

A doença está fortemente associada à depressão, presente em mais de 50% dos pacientes de acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Por isso, durante muitos anos acreditou-se que a dor seria um sintoma psicossomático, porém, ela é real.

 

Muita sensibilidade à dor

Ainda não se sabe por que algumas pessoas desenvolvem uma supersensibilidade. O Ministério da Saúde afirma que a doença atinge mais as mulheres, principalmente entre 30 e 60 anos.

Além da dor difusa, por todo o corpo, a fibromialgia afeta também o sono, que não é reparador. O paciente acorda muitas vezes e sente-se exausto. A dor é mais intensa no fim do dia. Pode estar associada à intolerância ao exercício e também ao toque, mas há outros sintomas bastante comuns. Veja:

  • Dor difusa, persistente por mais de três meses;
  • Dificuldade de concentração;
  • Ansiedade;
  • Dor de cabeça;
  • Dificuldade para dormir;
  • Dor abdominal ou síndrome do intestino irritável;
  • Formigamento nas mãos e pés.

 

Qualidade de vida

O impacto na qualidade de vida pode ser incapacitante. A pessoa não consegue mais ser funcional, nem na vida profissional nem na pessoal. O diagnóstico pode demorar até três anos, alerta a Sociedade Brasileira de Reumatologia. A boa notícia é que, com o tratamento multidisciplinar, que inclui remédios e terapias, é possível controlar a dor e viver bem, sem ela.

O primeiro passo é o diagnóstico. Não há exames laboratoriais ou de imagem, mas um profissional experiente consegue fazer o exame clínico e constatar a presença da dor em até 11 dos 14 pontos de dor no corpo. O tratamento inclui medicamentos analgésicos e terapias como fisioterapia, psicoterapia e acupuntura.

A atividade física é fundamental, mas, muitos pacientes têm intolerância ao exercício, isso significa que quando a pessoa faz alguma atividade extra a dor se intensifica. A estratégia aqui é incluir mais atividades no dia e dia, aos poucos. Comece andando a pé uma quadra até a padaria. Use as escadas. Faça fisioterapia. Dê preferência a exercícios de alongamento e fortalecimento muscular. Caminhada e ioga também são recomendadas.

Muita atenção com o sono. Procure manter o quarto em escuridão e silêncio totais. Estabeleça um horário para se deitar e se levantar e siga-os todos os dias, inclusive aos fins de semana.

 

Outra boa notícia é que a fibromialgia não é uma doença progressiva, ou seja, não leva à morte. É possível controlar os sintomas e viver sem dor. Se você sente alguma dor por mais de três meses sem encontrar o motivo, é hora de agendar uma consulta. Procure o clínico-geral do Hospital Presidente. Basta ligar para a Ana Paula, no telefone (11) 2261-6611, ramal 1085, ou enviar um e-mail para [email protected].

 

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