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Novas variantes: a pandemia pode ficar ainda mais grave?

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Especialistas apontam novas variantes como responsável pela alta de casos no Brasil. Na Grande SP ela já é dominante.

Quando a pandemia começou, a maioria das pessoas se recolheu em casa, assombrada com o medo de adoecer e não ter atendimento médico. O fantasma se tornou real um ano depois. Entenda por que isso aconteceu e como cada um pode se proteger.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia mundial em 11 de março de 2020. O novo coronavírus que tinha surgido na China se espalhava rapidamente pelo mundo. A situação já era grave na Europa, especialmente na Itália, e os primeiros casos começavam a surgir no Brasil, onde algumas pessoas acharam as medidas de isolamento social muito rigorosas. Outros países foram ainda mais radicais e agora colhem resultados efetivos, até na China, onde a pandemia começou.

A grande ameaça, hoje, são as novas variantes do coronavírus. Todos os organismos, ao se multiplicarem, podem desenvolver mutações. É assim que os seres vivos se adaptam melhor à sobrevivência. Quanto mais se multiplicam, maior a chance de essas mutações acontecerem e se perpetuarem. Fato é que o mundo inteiro está preocupado com a explosão de casos no Brasil. Isso porque a nova variante, identificada em Manaus, em janeiro, já é dominante na Grande São Paulo e se espalha rapidamente por outros Estados e até países. Os especialistas acreditam que ela seja a grande responsável pela explosão de casos que se vê nos hospitais de todo o Brasil.

 

P1

A variante brasileira foi chamada de P1. Ela não é a primeira mutação do vírus. O Reino Unido e a África do Sul viram esse fenômeno antes de nós e viveram momentos críticos da pandemia. Muitas outras variantes também já foram identificadas. O problema é que a P1 se mostrou mais contagiosa. Ainda em janeiro, ela foi identificada no Japão e sabe-se que já é uma “variante da variante”, classificada como B 1.1.28. Nascida com 12 mutações diferentes, a P1 tem três mutações que preocupam muito:

  • N501Y (Nelly) – alteração na proteína da espícula do coronavírus que se “liga” às células. Agora, o vírus já consegue se encaixar melhor e de forma mais resistente e é por isso que é mais contagioso. Ela também é encontrada nas variantes do Reino Unido e da África do Sul, ou seja, pode ser uma “tendência” do vírus.
  • E484K – também é uma alteração na proteína da espícula do vírus, mas com uma função diferente. Essa mutação torna o vírus mais resistente aos anticorpos humanos e, por isso, eleva os casos de reinfecção. Isso significa que mesmo quem já foi contaminado anteriormente pelo coronavírus pode desenvolver covid-19 de novo.
  • K417N – outra alteração que favorece o “encaixe” mais fácil nas células e torna a P1 ainda mais contagiosa.

 

Boa notícia

A Fiocruz já sabe que a P1 eleva a carga viral em até dez vezes no organismo. Isso não significa que ela seja mais agressiva ou mais letal, pelo menos os cientistas ainda não comprovaram isso. A variante mais letal identificada até agora é a do Reino Unido.

O que os cientistas já sabem, e é uma excelente notícia, é que a P1 não é resistente às vacinas já desenvolvidas, inclusive à Coronavac e à Oxford, as vacinas que estão sendo aplicadas no Brasil.

Se você está dentro dos critérios para receber a vacina, não deixe de se imunizar. No site Vacina Já você encontra o calendário de vacinação de São Paulo com todas as informações.

 

E é importante lembrar: as autoridades pedem que aos primeiros sinais de covid-19 ou desconforto respiratório seja procurada ajuda médica. O Hospital Presidente desenvolveu um protocolo especial de atendimento para os pacientes com sintomas respiratórios desde a chegada ao hospital. O Pronto Atendimento 24 horas fica na Avenida Nova Cantareira, 2.398, Água Fria, bem próximo à estação Tucuruvi do metrô. Não é preciso agendar horário.

 

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