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Autismo é tema da campanha Abril Azul

autismo

Movimento que ilumina pontos turísticos de todo o mundo quer lançar luz sobre a conscientização do espectro do autismo.

 

O diagnóstico de autismo não é simples e sempre impacta toda a família. O autismo não é uma doença, mas um transtorno de desenvolvimento neurológico, com diferentes níveis. É tão complexo que a Medicina, para assistir melhor esses pacientes, definiu uma série de transtornos sob a sigla TEA (transtorno do espectro autista). O fato é que o diagnóstico afeta toda a família. Entenda a síndrome no texto a seguir e como é possível preservar a saúde emocional de todas as pessoas envolvidas.

 

O Cristo Redentor, a Torre Eiffel e o Empire State Building, nos Estados Unidos, ganharão iluminação especial em abril. A iniciativa faz parte da campanha Abril Azul e deve se espalhar por outras atrações turísticas no mundo, como as pirâmides do Egito e a Ópera de Sidney, na Austrália. O objetivo é conscientizar as pessoas sobre o autismo.

O tema da campanha deste ano alerta para o “Respeito para todo o espectro”. O autismo não é uma doença, mas sim um distúrbio de desenvolvimento neurológico. Pode afetar a comunicação, o comportamento e a interação social da pessoa acometida.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que sejam mais de 160 milhões de autistas no mundo, com sintomas e níveis diferentes. Há pessoas com doenças associadas, como a deficiência intelectual, e outras completamente independentes, que sequer suspeitam do distúrbio.

 

A família

A ciência ainda não descobriu as causas do autismo. Sabe-se que ele faz parte de uma síndrome conhecida como transtorno do espectro autista (TEA), que inclui outros distúrbios. Em algumas pessoas o impacto cognitivo é grande, enquanto em outras a inteligência se destaca: são os autistas de alto funcionamento, que podem ter uma vida relativamente normal.

A verdade é que o diagnóstico é sempre um grande impacto para toda a família. A manifestação é mais comum entre crianças de 2 e 3 anos, mas pode acontecer no primeiro ano de vida, durante a adolescência ou até na fase adulta. O importante é que a família some esforços para apoiar o desenvolvimento do autista e continue estruturada.

É preciso cuidar da saúde física e emocional de todos e preservar os relacionamentos entre os pais e irmãos. A seguir, algumas dicas que podem ajudar nesse desafio.

 

Os pais

São muitos os cuidados com uma criança autista, incluem inúmeras terapias e desafios. O comportamento de algumas crianças pode ser muito agressivo e complicado, por isso é preciso que os pais se unam.

  • Sintonia – é bem provável que os pais não concordem com todas as condutas do outro sobre a convivência e até o tratamento médico da criança.
  • O importante é não perder de vista que o objetivo dos dois é um só: fazer o melhor pelo filho. Tentativas e erros serão inevitáveis, mas no lugar da culpa e do julgamento é preciso colocar o apoio e a compreensão à frente de tudo. Não há culpados, só duas pessoas tentando fazer o melhor possível.
  • Amor – a dica é para pais de todas as crianças, autistas ou não: é preciso preservar o relacionamento do casal. Independentemente de serem pais são duas pessoas que se amam. Tentem estabelecer uma rotina mínima como um casal. Pode ser uma única noite por mês, quando a criança fica com os avós, ou dez minutos a sós no começo do dia ou no fim da noite. Sem crianças, sem trabalho, sem médicos. Só vocês.

 

Os irmãos

É claro que uma criança autista precisa de mais atenção do que os irmãos saudáveis, mas sempre vai existir ciúme e certa disputa, principalmente entre as crianças pequenas.

  • Sem interferências constantes – o importante é explicar para os irmãos que o autista precisa da ajuda deles. Seja claro sobre a condição e deixe que eles se entendam.
  • Não interfira a todo momento, porque esse gesto pode impedir um contato mais profundo. Deixe que brinquem juntos e encontrem atividades que gostam de compartilhar. Pode ser empurrar o balanço no playground ou montar um quebra-cabeça; permita esses momentos.
  • Seja justo – evite defender sempre ou vitimizar o autista. Ainda que os demais irmãos não possam entender o que acontece é preciso que eles saibam que você reconhece que o que autista fez não está certo e vai encontrar um jeito de evitar que aconteça novamente. Não permita que os irmãos se sintam abandonados em uma situação ruim e sem solução.

 

O autismo não tem cura, mas os especialistas são unânimes em afirmar que o diagnóstico precoce permite um desenvolvimento melhor. Se você, ou a escola de seu filho, suspeita de alguma dificuldade de relacionamento ou comunicação, vale uma consulta com o neurologista. Para agendar é só ligar para a Ana Paula, no telefone (11) 2261-6611, ramal 1085, ou enviar e-mail para [email protected].

 

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