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Médico-paciente: três dicas para melhorar a sua relação

Médico-paciente

Relação médico-paciente precisa ter empatia e clareza para ser mais eficiente.

 

A realidade dos consultórios e hospitais é intensa. São muitos pacientes, jornadas e plantões longos. Não é difícil deixar o cansaço ou o “botão do automático” conduzir as consultas. Só há vantagens em melhorar a comunicação: as consultas são mais agradáveis, o diagnóstico mais fácil e preciso e os pacientes ficam mais confiantes. A seguir, algumas dicas para melhorar a comunicação médico-paciente.

 

A Medicina é muito exigente. Não basta estar sempre a par de todas as tendências e inovações, tampouco dominar todas as técnicas e teorias. Para ser um bom médico é preciso alcançar a confiança de cada paciente. Esse é um objetivo realmente desafiador.

Hoje, algumas faculdades têm até disciplinas de comunicação médico-paciente. O problema é que os pacientes não fazem essa matéria também. “Doutor Google” está aí, quase sempre para confundir e testar a paciência dos médicos em carne e osso.

Não é fácil vencer a barreira de desconfiança e, às vezes, até hostilidade que alguns pacientes impõem aos médicos, principalmente em consultórios cheios e plantões intermináveis, mas, é possível.

 

Comece quebrando o gelo

Por mais difícil que tenha sido com o paciente anterior, tente receber o novo paciente quebrando o gelo.

Se for preciso, tire cinco minutinhos para respirar fundo e tomar um café. Vale a pena um comentário sobre o tempo ou temas que elevam o seu bom humor. Pode até ser um comentário sobre o seu time de futebol ou a torcida para que faça sol no fim de semana. O objetivo é mostrar que você é um profissional acessível e bem-humorado, mas, seja eficiente, não deixe que essa conversa se estenda demais.

Escuta ativa

Os pacientes, muitas vezes, são confusos. É importantíssimo estar atento e evitar qualquer tipo de distração durante a consulta. Ouça com toda a sua atenção.

Um estudo da Universidade de Toronto mostra que mais da metade das queixas dos pacientes (54%) e 45% de suas preocupações acabam despercebidas. Sendo assim, é preciso ouvir mais. Tente não fazer interrupções e nem mostrar irritação ou pressa.

Um bom recurso para ouvir melhor e aproximar o paciente é manter o contato visual. Olhar o paciente nos olhos é uma maneira eficiente de humanizar as consultas e aumentar a sua eficiência. É ainda um jeito excelente de capturar a atenção dele e as orientações que você precisa transmitir.

Além disso, não se permita distrações, como atender o telefone ou ver mensagens no celular. Se precisar fazer alguma anotação, seja breve. O paciente está diante de você por um motivo inquestionável: a saúde dele. Provavelmente está nervoso e cheio de dúvidas, ou seja, merece toda a sua atenção.

 

Clareza e simplicidade

Nunca é demais repetir que é melhor evitar os termos muito técnicos. Tente encontrar as palavras mais simples e responder às dúvidas mais óbvias, também.

É preciso tomar o remédio na hora certa? É claro que sim! Mas lembre o paciente que ele não precisa acordar no meio da noite para fazer isso.

Às vezes, as respostas mais simples são as mais eficientes e as que fazem diferença na adesão do tratamento.

Alguns profissionais são naturalmente carismáticos e têm mais facilidade em se comunicar com os pacientes, mas com empatia, atenção e clareza mesmo os mais tímidos podem conseguir isso.

 

 

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