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Conscientização sobre a Esclerose Múltipla

30 de agosto: Dia de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla

 

Doença rara e autoimune pode começar depois de uma infecção viral

 

A conscientização sobre a esclerose múltipla é importante, pois há muita desinformação sobre a esclerose múltipla. É uma doença rara e grave, que pode começar depois de uma simples virose. É mais comum entre os jovens e as mulheres e não é uma sentença de morte. Saiba mais sobre ela e como o diagnóstico precoce pode ajudar a alcançar uma vida sem sintomas e sequelas.

 

Os especialistas têm muito mais perguntas do que respostas sobre a esclerose múltipla (EM). Sabe-se que é uma doença autoimune que atinge a bainha de mielina dos nervos. A mielina é um tipo de condutor responsável pela transmissão dos impulsos nervosos. Quando a transmissão dos impulsos para andar, respirar ou raciocinar é interrompida, todo o organismo é atingido. 

 

Depois que o sistema imunológico começa a atacar a mielina, forma-se uma cicatriz chamada de esclerose. Infelizmente, esse ataque não se restringe a um só nervo, inúmeros são atingidos. Vem aí o nome da doença: esclerose múltipla

 

Todo o sistema nervoso central pode adoecer, cérebro e medula espinhal, além do nervo ótico. Há estudos que apontam fatores genéticos e ambientais como causa da doença. Está se estudando até o papel da falta de vitamina D, mas não se chegou a um resultado conclusivo. 

 

O que se sabe é que a doença é mais comum entre os jovens de 20 a 40 anos, mas pode surgir em qualquer idade. As mulheres têm três vezes mais chances de desenvolver esclerose múltipla. A primeira crise costuma surgir depois de uma doença viral como Epstein-Barr e citomegalovírus, mas até uma gripe pode desencadear uma crise de esclerose. Ninguém sabe por que, após se recuperar da infecção, o corpo passa a atacar a mielina. 

 

Tipos de esclerose múltipla

 

Os dois tipos mais comuns são: 

 

  • Remitente-recorrente (EMRR): quando os sintomas surgem de repente, desaparecem e voltam a acontecer em ciclos chamados de crises ou surtos. A mielina pode ser recuperada total ou parcialmente e pode ou não deixar sequelas; 

 

  • Progressiva (EMPP ou EMSP): quando a doença continua ativa, sem pausas chamadas de remissão, e os sintomas evoluem progressivamente, sem recuperação da mielina. 

 

Sintomas

 

Um dos grandes desafios para o diagnóstico da esclerose é que os sintomas mudam de pessoa para pessoa, de acordo com a localização e a quantidade dos nervos afetados. Os principais são: 

 

  • Cansaço excessivo;
  • Dormência ou formigamento nos braços, pernas e pés;
  • Perda de força muscular, rigidez, espasmos ou tremor;
  • Dor de cabeça ou enxaqueca;
  • Lapsos de memória e dificuldade de concentração;
  • Incontinência urinária ou fecal;
  • Perda ou problemas de visão como visão dupla, nublada ou borrada;
  • Dificuldade para falar ou engolir;
  • Alterações no andar ou perda do equilíbrio;
  • Falta de ar.

 

Não é incomum que os sintomas desapareçam após uma crise. Eles podem ir e voltar várias vezes, em até 85% dos casos e podem se agravar a cada nova crise, deixando sequelas ou não. O diagnóstico é confirmado com exames laboratoriais, que identificam processos inflamatórios, com ressonância magnética, que confirma a alteração na bainha de mielina, e, em alguns casos, por punção espinhal, para avaliação do líquido cefalorraquidiano, também chamado de líquor.

 

A boa notícia é que, mesmo crônica, a esclerose múltipla é uma doença que tem tratamento. Não tem cura, mas com medicamentos, acompanhamento médico e até terapias alternativas como psicoterapia é possível controlar os sintomas e viver bem. 

 

A principal recomendação dos especialistas é não negligenciar os sintomas. Se você perceber sintomas novos ou diferentes, não deixe de buscar ajuda imediatamente. O Hospital Presidente conta com um serviço de Pronto Atendimento 24 horas, sem agendamento. Não importa se é febre, perda de força em um só lado do corpo ou até perda súbita da visão. Nossos profissionais estão prontos para ajudar você. O endereço é Avenida. Nova Cantareira, 2.398, Água Fria. O acesso é fácil tanto pela estação Tucuruvi, do metrô como pelas avenidas Nova Cantareira, Tucuruvi e Água fria. 

 

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Palavras-chaves

 

  • Esclerose múltipla
  • Bainha de mielina
  • Mielina
  • Doença autoimune
  • EMRR
  • Esclerose múltipla remitente-recorrente
  • EMPP
  • Esclerose múltipla primariamente progressiva
  • Perda de visão

 

Referência

 

https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2020/07/28/esclerose-multipla-diagnostico-precoce-e-novos-remedios-ajudam-a-lidar.htm

https://www.tuasaude.com/esclerose-multipla/

https://amigosmultiplos.org.br/esclerose-multipla/

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