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Dezembro Vermelho: A luta contra a Aids não acabou

Dezembro Vermelho: A luta contra a Aids não acabou

 

 O Dia Mundial da Luta Contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro, foi criado no auge da doença, em 1987. O tratamento avançou desde então, mas a data ainda é um importante alerta em favor do respeito às pessoas soropositivas e contra essa doença

Com o apoio da ONU e em conjunto com a OMS, o  dia 1º de dezembro é um alerta mundial de mobilização e luta contra a Aids.

Criada há 34 anos, a data é um marco importante para a conscientização a respeito dos cuidados e das medidas preventivas capazes de evitar a doença. É também um dia para refletir sobre o preconceito que ainda ronda as pessoas que vivem com o HIV e a Aids, espalhando empatia e solidariedade.

A campanha chegou ao Brasil em 2017 com o mote Dezembro Vermelho. A cor simboliza a luta contra a doença e prega o respeito às pessoas soropositivas.

 

Ter HIV significa ter Aids? A resposta é não!

Uma dúvida frequente é se todo mundo que tem HIV automaticamente tem Aids, ou se as siglas significam a mesma coisa. Explicando de uma maneira simples: HIV é o vírus da imunodeficiência adquirida. Aids é a sigla em inglês da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, um conjunto de doenças que se manifesta a partir do contágio do vírus.

Como todo vírus, o HIV é altamente transmissível. Mas, também como outras doenças causadas por vírus, é possível evitar a contaminação, adotando medidas preventivas.

Há muito tempo, os cientistas já sabem que é possível ser portador do vírus HIV sem ter Aids.  Isso se explica pela agilidade com que o tratamento é iniciado. Quanto mais cedo o paciente de HIV adotar os protocolos médicos, maiores são as chances de impedir a evolução da doença.

Como o vírus age

Quando a pessoa é infectada, o HIV invade o DNA dos linfócitos CD4, responsáveis pelo sistema imunológico, e faz milhões de cópias de si mesmo. Esse processo destrói os linfócitos e lança no organismo um exército de células contaminadas, que vão continuar a infecção. Com o tempo, os linfócitos CD4 diminuem, deixando o organismo vulnerável às doenças.

É nesse momento que podemos falar em Aids. Quando o organismo está com o sistema imunológico baixo, as defesas naturais vão perdendo a capacidade de responder aos ataques do vírus, abrindo espaço para a Aids.  Com ela, vêm as infecções oportunistas, como pneumonias e doenças parasitárias, além de vários tipos de câncer.

É importante deixar claro que ter o vírus HIV não significa ser portador da doença Aids. Há casos em que soropositivos vivem sem apresentar os sintomas ou desenvolver a doença. No entanto, a transmissão do vírus ainda ocorre.

 

Como o HIV é transmitido

A transmissão do HIV, e por consequência da Aids, pode ocorrer das seguintes maneiras:

  • Sexo sem camisinha (oral, vaginal ou anal)
  • Uso de seringa por mais de uma pessoa
  • Transfusão de sangue contaminado
  • Passar da mãe para o filho durante a gravidez, parto ou amamentação
  • Instrumentos que furam ou cortam não esterilizados (agulhas de tatuagem, por exemplo)
  • Contato direto com sangue infectado

 

Formas em que o vírus HIV não é transmitido

Infelizmente, circulam diversas informações incorretas sobre a transmissão do HIV. Para deixar você sem dúvidas, seguem alguns formas em que o vírus não é transmitido:

  • Beijo na boca
  • Suor, lágrimas
  • Roupas ou lençóis
  • Usar os mesmos talheres
  • Frequentar a mesma banheira ou piscina

 

Testei positivo, e agora?

Logo que o vírus HIV surgiu, testar positivo é praticamente uma sentença de morte. Décadas de pesquisa e desenvolvimentos científicos depois, já é possível conviver com o vírus e manter qualidade de vida.

O tratamento consiste em uma combinação de medicamentos antirretrovirais (ARVs), que ajudam a combater a multiplicação do vírus. Esse coquetel farmacológico age sobre o sistema imunológico, evitando que ele seja afetado rapidamente. Outro ponto positivo é que esses medicamentos também são usados como medida preventiva para diminuir a transmissão.

Para que o paciente consiga ter uma boa evolução no tratamento, é necessário envolvimento e comprometimento, comparecendo às consultas e sempre tomar corretamente as medicações. O mal-uso dos antirretrovirais faz com que o vírus se torne mais resistente ao tratamento, dificultando o controle da doença.

Caso esteja com algum sintoma, você pode realizar consultas e exames no Hospital Presidente. Para agendar uma consulta, é só ligar para a Ana Paula, no telefone (11) 2261-6611, ramal 1085. Se preferir, você pode enviar um e-mail para [email protected]

 

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Palavras-chave

– HIV

– Aids

– Dezembro Vermelho

Referências:

https://www.medley.com.br/blog/saude-fisica/dezembro-vermelho

http://www.dst.uff.br/arquivos-htm/bemfam.htm

https://www.mantisdiagnosticos.com.br/conheca-como-funciona-o-acompanhamento-dos-linfocitos-t-cd4-cd8-para-pacientes-com-hiv/

https://hilab.com.br/blog/qual-e-a-diferenca-entre-hiv-e-aids/#:~:text=At%C3%A9%20mesmo%20porque%2C%20ter%20HIV,a%20pessoa%20desenvolva%20essa%20s%C3%ADndrome.

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