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O fantasma da ômicron volta a assustar na pandemia

O fantasma da ômicron volta a assustar na pandemia

Variante encontrada pela primeira vez na África tem poder de transmissão muito alto, fazendo com que o mundo volte a se preocupar com a Covid-19

 

A rotina pré-pandemia começava a voltar na maioria dos países, quando a nova variante chegou. E ela veio com tudo: apresenta mais de 50 mutações, quase o dobro em comparação ao vírus original.

Apesar da alta taxa de transmissibilidade, porém, tudo indica que a ômicron é menos letal. Nem por isso, podemos baixar a guarda e achar que a pandemia já acabou.  Veja o que a Ciência já descobriu sobre ela e o que podemos fazer para enfrentar mais essa variante.

Como funcionam as mutações de um vírus?

À medida que um vírus evolui, ele pode acumular um grupo de mutações que, por sua vez, podem criar uma variante. Para detectar novas variantes, os cientistas rastreiam a sequência genômica do vírus. Dessa forma, eles identificam quais partes do seu genoma estão mudando à medida que o patógeno (vírus) é transmitido.

Algumas variantes, como a ômicron, são consideradas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como “variantes de preocupação”. Isto porque suas mutações lhes conferem potencial de serem mais contagiosas, causarem doenças mais graves ou reduzirem o efeito das vacinas.

Para saber se o vírus realmente é capaz de levar à uma dessas consequências, não basta identificar que alguma de suas mutações são capazes de produzir um desses efeitos, individualmente. A combinação de mutações pode ter efeitos não previstos ou explicados pelo efeito de uma mutação individual.

Ficou difícil entender? Vamos explicar. Por exemplo, se uma variante tem uma mutação que aumenta sua capacidade de transmissão em 10% e tem outra mutação que também aumenta sua capacidade de transmissão em 10%, isso não significa automaticamente que essa variante será 20% mais contagiosa. Dependendo de como essas duas mutações interagem, ou seja, dependendo do tipo de epistasia (nome dado ao processo de interação entre as mutações) o vírus pode ser até 40% mais contagioso. Mas também pode acontecer que ambas as mutações se cancelem, tornando-se uma variante menos transmissível do que o esperado.

O que sabemos da ômicron?

Identificada pela primeira vez no final de novembro, na África do Sul, a ômicron é a variante com o maior número de mutações até agora (mais de 50) e a que se espalhou mais rapidamente: 77 países já relataram casos de ômicron, No Brasil, até a metade de dezembro, já eram 11 casos confirmados.

A boa notícia é que a grande maioria dos casos são leves ou assintomáticos. Até 15 de dezembro, havia sido confirmada apenas um óbito, no Reino Unido. Por outro lado, essa baixa letalidade demonstrada em quase um mês de circulação da nova variante tem preocupado a Organização Mundial de Saúde (OMS). A entidade pede que os países mantenham as recomendações sanitárias, especialmente o uso de máscaras, álcool em gel e evitar aglomerações em lugares fechados, e que a população continue se vacinando. O alerta é para não tratar a ômicron como leve, o que pode sobrecarregar o sistema de saúde que já estava sendo despreparado para lidar com alta de internações causadas pela doença.

Qual o poder da vacina diante do ômicron?

A grande dúvida da Ciência é se as vacinas existentes funcionam contra essa variante. E a resposta é sim. Estudos já mostram que, apesar da eficácia ser menor do que em outras variantes, as vacinas continuam sendo a melhor arma para vencermos a pandemia.

Os fabricantes dos imunizantes da Pfizer e da Oxford/ AstraZeneca já divulgaram algumas conclusões, mostrando que a proteção contra casos graves ou internações permanece alta, e com uma terceira dose de reforço aumenta bastante a proteção contra infecções decorrentes do coronavírus.

A chinesa Sinovac Biotech, fabricante da CoronaVac já anunciou que pode preparar uma nova versão da vacina efetiva contra a nova cepa em até três meses. E a Johnson & Johnson, fabricante da Janssen, divulgou que uma dose de reforço da Janssen, administrada seis meses após um programa de duas doses da vacina da Pfizer, aumentou tanto os anticorpos quanto a resposta imune celular, que envolve a ativação de células de defesa chamadas de linfócitos T. Boas notícias para amenizar o impacto da nova variante.

Sintomas? Não deixe para depois!

O Hospital Presidente possui um Pronto-Atendimento 24, sete dias na semana, que funciona com protocolo especial para atendimento da Covid-19. Se sentir algum sintoma, não deixe para depois! Caso queira agendar uma consulta, é só ligar para a Ana Paula, no telefone (11) 2261-6611, ramal 1085. Se preferir, pode enviar um e-mail para agendamento@hospitalpresidente.com.br

 

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 Palavras-chave

– Ômicron

– Covid 19

– Vacinas

 

Referências:

https://www.bbc.com/portuguese/media-59635737

https://istoe.com.br/vacina-da-pfizer-oferece-70-de-protecao-contra-hospitalizacao-pela-omicron/

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/o-que-se-sabe-sobre-o-impacto-da-variante-omicron-na-eficacia-das-vacinas/

https://www.saopaulo.sp.gov.br/noticias-coronavirus/coronavac-poderia-ser-adaptada-a-variante-omicron-em-tres-meses-diz-cientista/

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