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24 de Março: Dia Mundial de Combate à Tuberculose

Considerada um sério problema da saúde pública em todo o mundo, a doença é infecciosa, altamente transmissível e ainda faz milhares de vítimas, apesar das décadas de vacinação. Daí a importância de saber mais sobre ela

 

A data foi criada em 1982 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, em 24 de março de 1882, pelo médico Robert Koch. Enfermidade antiga descrita como tísica, foi conhecida, no século 19, como peste branca. No início do século 20, graças à descoberta da vacina, houve melhora do quadro de incidência e óbito. A pandemia reverteu essa tendência e, pela primeira vez em muitas décadas, as mortes pela doença aumentaram, segundo o relatório global da OMS de 2021.

Conhecer mais sobre a tuberculose e as formas de prevenção é a melhor maneira de evitar esse mal, revertendo a curva da doença.

Quais as formas de contágio e como evitar?

A tuberculose é transmitida pelas vias aéreas, no contato com a tosse, espirros e gotículas de saliva de alguém infectado. Naturalmente, assim como a Covid-19, a chance de contágio é maior em grandes aglomerações. Segundo a OMS, cada paciente com tuberculose pulmonar não tratada pode infectar em média 10 a 15 pessoas por ano.

Alguns fatores contribuem para a disseminação da doença, tais como a pobreza e má distribuição de renda, a AIDS (uma pessoa com HIV positivo tem 28 vezes mais chance de ter tuberculose), a desnutrição, as más condições sanitárias e a alta densidade populacional.

Para combater a transmissão da tuberculose, precisamos manter bons índices nos seguintes indicadores:

  •  Aumento da cobertura da testagem para HIV
  •  Melhora da adesão ao tratamento
  •  Expansão da oferta de tratamento preventivo
  •  Realizar mais exames de diagnóstico da tuberculose
  • Aumento da vacinação

Conhecida como BCG (Bacilo Calmette-Guérin), a vacina garante proteção contra as formas mais graves da doença, como a meningite tuberculosa e a tuberculose miliar, que é a sua forma disseminada por outros órgãos. Porém, ela não é 100% eficaz contra a tuberculose pulmonar. Mesmo assim, é fundamental vacinar todas as crianças ao nascer ou, no máximo, até os 4 anos, para evitar a sua contaminação.

Outra medida de prevenção é deixar os ambientes bem ventilados e com entrada da luz solar. Claro que a forma mais segura é manter distância das pessoas doentes e, havendo contágio, iniciar rapidamente o tratamento, que é eficaz na maioria dos casos.

Sintomas da tuberculose

O principal sintoma é a tosse na forma seca ou produtiva. Por isso, recomenda-se que toda pessoa com tosse por três semanas ou mais seja investigada para tuberculose. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes são:

  • Febre alta pela manhã
  • Suar muito durante a noite
  • Emagrecimento repentino
  • Cansaço / fadiga

Os pulmões são os órgãos mais afetados, mas o bacilo pode acometer ainda os rins, a pele, os ossos, gânglios e o sistema gastrointestinal. Quem convive próximo ao doente aspira esses bacilos e também pode adoecer. Sabe-se que o bacilo pode permanecer no ambiente por um período de até 8 horas, ainda mais quando o domicílio não é ventilado e arejado.

Em pacientes de tuberculose pulmonar a tosse é crônica e pode durar semanas. Geralmente, inicia-se como uma tosse seca, agravando com o tempo. Pode evoluir para uma tosse purulenta, com expectoração amarelo-esverdeada.

Com o passar dos dias, a expectoração purulenta pode se transformar em expectoração sanguinolenta, chamada de hemoptise. O catarro com sangue é um sintoma típico da tuberculose em fases mais avançadas.

 

Tratamento da tuberculose

O tratamento para tuberculose é feito com antibióticos orais, que eliminam a bactéria causadora da doença. O tratamento completo dura 6 meses, porque o bacilo cresce dentro e fora das células de defesa do organismo. Quando está fora, ele se replica e adquire consistência muito rapidamente. O tratamento é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), realizado preferencialmente pelo regime de Tratamento Diretamente Observado (TDO).

Os casos mais fáceis de tratar são os de tuberculose latente, ou seja, quando a bactéria está no corpo, mas encontra-se adormecida. Nessa fase, ela não causa sintomas e não é transmitida. O teste para detectar a tuberculose é feito pela análise do escarro, e dura aproximadamente 2 horas.

Já a tuberculose ativa é mais difícil de tratar e, por isso, demorar mais tempo e pode exigir um protocolo de medicamentos com mais de um antibiótico. Esse protocolo varia de acordo com a idade do paciente, estado geral de saúde e o tipo de tuberculose. E só pode ser ministrado pelo médico especialista.

Embora raros, podem surgir efeitos colaterais decorrentes do tratamento, como:

  • Náuseas, vômitos e diarreia frequente;
  • Perda de apetite;
  • Pele amarelada;
  • Urina escura;
  • Febre acima de 38º C.

Havendo efeitos colaterais, o ideal é contatar o médico que prescreveu o medicamento, para avaliar se é necessário trocar de remédio ou adaptar a dose do tratamento.

Os sinais de melhora da tuberculose surgem cerca de duas semanas após o início do tratamento, com a diminuição do cansaço, desaparecimento da febre e alívio das dores musculares. A boa notícia é que, nessa fase, não há mais transmissão da doença para outras pessoas. A má notícia é que a maioria abandona o tratamento após 15 dias, motivada pela melhora geral dos sintomas. Nada mais perigoso: a tuberculose não tratada aumenta a resistência do paciente aos antibióticos e pode gerar complicações capazes de levar a óbito.

Caso note algum sintoma, não deixe de procurar ajuda médica! O Hospital Presidente oferece Pronto Atendimento 24 h, todos os dias da semana. É possível ainda fazer consultas em mais de 20 especialidades e realizar exames com toda a comodidade, em um moderno e completo centro de diagnósticos, sem precisar sair do local.

Para agendar uma consulta, basta ligar para a Ana Paula, no telefone (11) 2261-6611, ramal 1085. Se preferir, pode enviar um e-mail para agendamento@hospitalpresidente.com.br

 

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Palavras-chave

– Tuberculose

– Pulmões

– Vacina BCG

– Tosse

 

Referências:

 https://www.paho.org/pt/noticias/14-10-2021-mortes-por-tuberculose-aumentam-pela-primeira-vez-em-mais-uma-decada-devido

http://www.sbp.org.br/dia-mundial-de-combate-a-tuberculose-a-importancia-da-informacao/?gclid=CjwKCAiAvaGRBhBlEiwAiY-yMDi9f8M56cZyB0ADD1XWz5xG7zgScNM2Gff9PEWVsGPdEB7XX01dlxoCQjIQAvD_BwE

https://www.mdsaude.com/pneumologia/sintomas-da-tuberculose/#:~:text=in%C3%ADcio%20da%20doen%C3%A7a.-,Expectora%C3%A7%C3%A3o%20com%20sangue,tuberculose%20em%20fases%20mais%20avan%C3%A7adas.

https://www.agenciabrasilia.df.gov.br/2021/03/24/dia-mundial-de-combate-a-tuberculose/

http://www.aids.gov.br/pt-br/noticias/pessoas-que-vivem-com-hiv-tem-28-vezes-mais-chances-de-contrair-tuberculose#:~:text=Uma%20pessoa%20vivendo%20com%20HIV,resultado%20positivo%20para%20o%20HIV.

https://telelab.aids.gov.br/index.php/2013-11-14-17-44-09/item/1040-tuberculose-os-desafios-do-tratamento-continuo

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