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Hepatite: entenda como funcionam as diversas variantes do vírus que causam a doença


Sem tratamento adequado, os vírus A, B, C, D, E, e G da hepatite podem provocar cirrose hepática e câncer de fígado

 

A hepatite é uma inflamação do fígado, causada por um grupo de vírus que causam sintomas parecidos, porém com características diversas. Sem tratamento adequado a hepatite pode provocar cirrose hepática, câncer de fígado e necessitar de transplante de fígado.

O vírus da hepatite pode sobreviver por até quatro horas na pele das mãos e dos dedos, é altamente resistente à degradação provocada por mudanças ambientais e às temperaturas negativas, o que facilita a disseminação. Conhecer os seus mecanismos de ação e como combate-los é o primeiro passo para ficar livre da doença.

Hepatite A

A hepatite A é causada pelo vírus VHA, que é transmitido por via oral-fecal, de uma pessoa infectada para outra pessoa saudável, ou pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Por isso, a incidência da hepatite A é maior em locais em que o saneamento básico é precário ou inexistente.

A incubação varia de 10 a 50 dias, podendo ser assintomática, ou então, apresentar sintomas como icterícia (pele e olhos amarelados), febre, náusea, vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina escurecida e fezes esbranquiçadas.

O diagnóstico é realizado por exame de sangue ou de fezes. Até o momento, não existe um tratamento específico, sendo que o esperado é que o próprio organismo combata a doença. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com os de uma virose qualquer: o paciente se cura da doença, continua com uma vida normal e nem percebe que teve hepatite A.

Para a prevenção da hepatite A é necessário contar com tratamento de água e esgoto, consumir alimentos bem cozidos e lavar sempre as mãos antes das refeições.

Existem duas vacinas contra a hepatite A: uma deve ser aplicada em duas doses, com intervalo de seis meses, e a outra, em três doses, distribuídas também em seis meses. Ela não faz parte do Calendário de Vacinação, do Ministério da Saúde (MS), mas deve ser administrada a partir do primeiro ano de vida, porque sua eficácia é menor abaixo dessa faixa etária.

Hepatite B

A hepatite B é causada pelo vírus VHB, que é transmitido pelo sangue e pelo contato sexual, de uma pessoa infectada para outra pessoa saudável. A disseminação da hepatite B pode acontecer por meio do compartilhamento de seringas e pela utilização de material cirúrgico contaminado.

O período de incubação dura de um a quatro meses, sendo que o indivíduo pode desenvolver diversas formas da doença: hepatite aguda, hepatite crônica e hepatite fulminante, uma forma rara que pode ser fatal. O vírus da hepatite B é encontrado no sangue, na saliva, no sêmen e nas secreções genitais.

A transmissão pode ocorrer por via perinatal (da mãe para o feto) na gravidez, durante e após o parto; através de pequenos ferimentos na pele e nas mucosas; pelo uso de drogas injetáveis; por transfusões de sangue e por relações sexuais – até por isso, a hepatite B é considerada uma infecção sexualmente transmissível (IST).

O diagnóstico é feito com exames de sangue e, em alguns casos, pode ser necessário fazer biópsia de fígado. A hepatite B aguda também pode passar despercebida, de maneira assintomática, e ser combatida pelo próprio organismo. No entanto, em alguns casos, o vírus pode permanecer no organismo, desenvolvendo assim a hepatite B crônica.

Os casos sintomáticos de hepatite B também apresentam icterícia (pele e olhos amarelados), febre, náusea, vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina escurecida e fezes esbranquiçadas.

O tratamento da hepatite B aguda tem como objetivo aliviar os sintomas e afastar o risco de complicações. O paciente não precisa permanecer em repouso, mas deve moderar a atividade física. Para o tratamento da hepatite B crônica existem remédios que inibem a replicação do vírus e atuam no controle da resposta inflamatória.

Para a prevenção da hepatite B, é importante utilizar preservativos em relações sexuais, não compartilhar seringas e se certificar que o material cirúrgico utilizado em transfusões sanguíneas, procedimentos dentários e em sessões de depilação e de tatuagem seja descartável.

A vacina contra a hepatite B possui quatros doses, que devem ser administradas logo após o nascimento e aos 2, 4 e 6 meses de idade, respectivamente. Adultos também devem se vacinar e seguem um esquema de três doses.

Hepatite C

A hepatite C é causada pelo vírus VHC, que é transmitido pelo sangue e pelo contato sexual, de uma pessoa infectada para outra pessoa saudável. A tendência é que o indivíduo desenvolva uma forma crônica da doença, com uma evolução lenta e um diagnóstico tardio.

Geralmente, a hepatite C é assintomática, mas em alguns casos, pode ocorrer a forma aguda da doença, que antecede a fase crônica. Nesses casos, pode ocorrer icterícia (pele e olhos amarelados), febre, náusea, vômitos, mal-estar, dores musculares, perda de peso e cansaço excessivo. Ascite (barriga d’água) e confusão mental são sinais de que a doença está em estágio avançado.

O diagnóstico é feito com exames de sangue e, em alguns casos, pode ser necessário biópsia de fígado. Ainda não existe vacina contra a hepatite C, mas os portadores do vírus devem receber as vacinas contra hepatites A e B, a vacina contra gripe todos os anos e a vacina contra pneumonia.

O tratamento é realizado com medicamentos de ação antiviral, que são administrados de acordo com o genótipo (composição genética) do vírus e estágio da doença.

Hepatite D

A hepatite D é causada pelo vírus VHD e possui os mesmos sintomas, diagnóstico e tratamento da hepatite B, sendo que a vacinação para hepatite B é a principal forma de prevenção da doença. Para o tratamento, são utilizados medicamentos para o controle do dano hepático, porque não existe cura para a hepatite D.

Hepatite E

 A hepatite D é causada pelo vírus VHE e possui os mesmos sintomas e diagnóstico das hepatites A, B, C e D. Geralmente, a hepatite E é de caráter benigno e se desenvolve na forma aguda, de curta duração e autolimitada, que varia de duas a seis semanas.

Em gestantes, a hepatite E pode ser grave, apresentando maior risco de insuficiência hepática aguda, perda fetal e mortalidade, principalmente no segundo e terceiro trimestre, o que caracteriza a hepatite fulminante.

Não existe um tratamento específico para a hepatite E, apenas medicação para alívio dos sintomas, sendo desaconselhado o consumo de bebidas alcoólicas. A internação é indicada em pacientes com quadro clínico mais grave, principalmente mulheres grávidas. Em pacientes imunossuprimidos, como transplantados, com aids e em terapia com imunobiológicos, há o risco de infecção crônica pelo vírus da hepatite E, por isso existe a necessidade de tratamento com antivirais.

Hepatite G

 A hepatite D é causada pelo vírus VHG, e possui os mesmos sintomas, diagnóstico e tratamento da hepatite E. O vírus VHG foi descoberto recentemente e muitas pesquisas estão em desenvolvimento para entender melhor o funcionamento e os mecanismos da doença.

Cirrose hepática

Cirrose hepática é uma doença crônica do fígado, que se caracteriza por fibrose e formação de nódulos que bloqueiam a circulação sanguínea. É causada por hepatites crônicas provocadas pelos vírus B e C, pela hepatite autoimune, pelo uso de determinados medicamentos e pelo consumo excessivo de álcool.

A cirrose hepática é um processo patológico irreversível que pode ser fatal, por isso a necessidade do diagnóstico precoce. Dessa forma, é preciso eliminar o agente agressor (no caso de álcool e/ou drogas) e combater o vírus da hepatite. Para casos mais graves, o transplante de fígado pode ser a única solução para a cura da doença.

Câncer de fígado

O fator de risco mais frequente para câncer de fígado é a inflamação crônica pelo vírus da hepatite B ou C ou pela cirrose hepática.

As opções de tratamento incluem ablação (técnica que consiste na destruição do tumor por meio de uma agulha guiada por ultrassonografia ou tomografia computadorizada), embolização (injeção de substâncias diretamente em uma artéria do fígado para obstruir ou diminuir o fluxo de sangue que chega às células cancerígenas) ou ambos. Outras opções podem incluir terapia-alvo, imunoterapia, quimioterapia (sistêmica ou por infusão da artéria hepática) e/ou radioterapia. Em alguns casos, o tratamento reduz o tamanho do tumor possibilitando a cirurgia (hepatectomia parcial ou transplante)

Se você estiver com algum sintoma de hepatite, o Hospital Presidente possui um Pronto Atendimento (PA), que funciona 24h por dia e 7 dias por semana, além de um ambulatório médico para a realização de consultas em mais de 20 especialidades.

O Hospital Presidente conta ainda com uma equipe de médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem capazes de auxiliar em todos os exames e procedimentos. Eles podem ser feitos em um completo e moderno centro de diagnóstico, no próprio hospital, com conforto e comodidade aos pacientes.

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Palavras-chave

Hepatite

Cirrose hepática

Câncer de fígado

Transplante de fígado


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Referências

https://bvsms.saude.gov.br/hepatite/

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatite-d-1

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hepatite-e-2#:~:text=A%20hepatite%20E%20%C3%A9%20uma,tenham%20algum%20tipo%20de%20imunodefici%C3%AAncia

https://www.rededorsaoluiz.com.br/doencas/hepatite-g

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/tratamento-do-cancer-de-figado-por-estagio/8297/209/

http://www.oncoguia.org.br/conteudo/fatores-de-risco-para-cancer-de-figado/8290/968/#:~:text=Hepatite%20viral%20cr%C3%B4nica.,em%20muitas%20partes%20do%20mundo.

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